Yitzhak Rabin Z”L

Yonathan Ben Artzi, neto de Rabin

De acordo com o calendário judaico, no domingo, 21 de outubro, foi assinalado o dia oficial de recordação do assassinato de Yitzhak Rabin z”l .

A cerimônia principal  realizada às 15 horas no Monte Hertzl contou com a presença do presidente Reuven Rivlin,  primeiro ministro Benjamin Netanyahu,  presidente da Knesset, presidente do Supremo Tribunal,  chefe do Estado Maior, ministros, deputados,  família enlutada e altas autoridades.

Discursaram o presidente Rivlin, o primeiro ministro Netanyahu e a neta de Rabin, Noah Rotman, cujas palavras desagradaram a Netanyahu, que as considerou políticas, não apropriadas para uma azkará.

Noah Rotman, neta de Rabin

Antes às 13 horas  foi realizada uma cerimônia na residência oficial do presidente Rivlin, que discursou e, em nome da família, usou da palavra um dos netos Yonathan Ben Artzi.

Às 17 horas, a Knesset prestou a sua homenagem a Rabin, ex-deputado, ex- ministro do Trabalho, da Defesa, ex- Chefe das Forças Armadas e Primeiro Ministro.

O presidente da Knesset, Yuli Edelshtein, abriu a sessão com o seu discurso. Às 20 horas  foi realizada a Assembleia de Recordação, na praça que tem o seu nome – Kikar Rabin.

Milhares de jovens de todos os movimentos juvenis, estudantes, sentaram em círculos de debates abertos.

OS FOGUETES VOLTARAM
Na madrugada da última quarta feira, dois foguetes Grad foram disparados de Gaza em direção a Israel. Um, caiu no mar, em frente a uma das cidades do Gush Dan – a região centro de Israel e o outro, atingiu uma casa em Beer Sheva, destruindo-a completamente.

Felizmente, os moradores, mãe e três crianças, conseguiram se salvar graças a rapidez com que a mãe, que dormia no andar térreo, conseguiu subir para o 2º andar e tirar os filhos das camas e trazê-los em menos de um minuto para o abrigo no sub-solo.

Este ataque aumentou muito a possibilidade de um embate militar. O gabinete de segurança se reuniu, debatendo durante muitas horas, qual deveria ser a reação de Israel, uma vez que nesta mesma semana, estavam sendo realizadas conversações entre o Egito, o representante da ONU no Oriente Médio e Israel, com a finalidade de se chegar a um cessar fogo, a uma situação de mais calma junto à fronteira de Gaza.

O Hamas declarou que o seu braço militar não disparou os foguetes, mas Israel não aceita esta desculpa, pois não é possível que foguetes sejam disparados sem conhecimento da liderança do Hamas ou da Giad Islâmica.

Israel exigiu que o comportamento dos manifestantes na última sexta feira, junto à cerca, não fosse violento, caso contrário, Israel reagiria com energia.

As forças militares foram redobradas junto à fronteira e tanques estacionados ao longo da cerca. E realmente, a manifestação de 6ª feira, não foi violenta, a liderança do Hamas conseguiu afastar os manifestantes, evitando uma ação militar imediata, mas o risco ainda não foi de todo afastado.

VISITA IMPORTANTE
O vice presidente chinês Wang Qishan está de visita a Israel, acompanhado de ministros e empresários, entre os quais, o gerente geral da firma Ali –Baba.

A China mantém um bom relacionamento comercial com Israel, mas no Conselho de Segurança da ONU, sempre vota contra Israel.

MAIS UMA LEI ANTI DEMOCRÁTICA
A ministra da Cultura e Esporte, Miri Regev (Likud), conseguiu que a sua Lei de Fidelidade Cultural  fosse aceita pela comissão ministerial de legislação da Knesset.

Esta lei  permite que o seu ministério corte subsídios de filmes, peças teatrais e todas as atividades culturais, de acordo com uma linha de fidelidade com a política do atual governo. Um absurdo permitido em governos de extrema direita.

A lei ainda tem que ser aprovada no plenário da Knesset. Vai ser difícil derrubá-la.

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