Shabat sem Shalom

Os dois soldados israelenses mortos por ato terrorista, no último final de semana, em Israel.

Às quintas feiras, quando as pessoas se despedem no fim do dia, já desejam Shabat Shalom, pois todos estão ansiosos pelo fim de semana para descansar, passear sossego e paz.

Não foi exatamente o que aconteceu neste fim de semana.Na sexta-feira, ainda antes da hora de se acender as velas do Shabat, o rádio e a televisão já nos avisavam que o Shabat ia começar, mas sem paz, sem Shalom.

Na Samária, próximo ao Ishuv Mavo Dotan, um palestino, 26, residente em Baratah, estava viajando no seu carro, quando avistou quatro combatentes ao lado de um Jeep militar, estacionado em frente ao posto de guarnição em meio a uma plantação de oliveiras.

Viu e nem pensou duas vezes, viajou mais alguns metros, fez um “U” e voltou a toda velocidade jogando o seu carro sobre os quatro soldados.

Dois morreram no mesmo momento, dos outros dois, um ficou gravemente ferido e o segundo com ferimentos de média gravidade.

Carro do terrorista

Com a intensidade do choque, o terrorista perdeu o controle do carro, parando alguns metros adiante, ferido levemente. O carro ficou seriamente danificado. Foi internado no Hospital Hilel Yaffe, em Hadera.

Ala Kabah, não é um terrorista solitário primário. Em 17 de abril de 2017  foi liberado da prisão depois de cumprir 2 anos de pena, também, por crime de segurança.

O serviço de segurança iniciou de imediato investigações na aldeia onde mora Ala e prendeu um dos irmãos, suspeito de atividades terroristas. A casa foi revirada à procura de armas ou material de propaganda subversiva.

Como punição  foram canceladas as licenças de trabalho em Israel dos membros da família, num total de 67 pessoas e mediram as dimensões da casa  para poder explodí-la, se o Supremo Tribunal permitir, levando em conta que a família apresentará apelação.

Desde que Trump declarou que vai tranferir a Embaixada Americana para Jerusalém, os palestinos anunciaram que todas as sextas-feiras serão Dias de Ira e tem incitado o povo a protestar publicamente, cometer atos de violência, provocar tumultos  para não deixar que o assunto caia no esquecimento, que Jerusalem é e será sempre a capital do Estado Palestino.

Neste fim de semana, deveriam aumentar a intensidade dos protestos para assinalar 100 dias depois da declaração de Trump de modo que no sábado, novamente, palestinos de Gaza protestaram junto à cerca  e pela 5ª semana consecutiva, explodiram cargas de dinamite.

Maquinarias para obstruir túneis

O problema dos palestinos  é que o mundo em geral e, particularmente, o mundo árabe, está cansado deles. Depois de tantos anos de esforços conjuntos da ONU, do Quarteto Europeu, Estados Unidos e, ultimamente, dos paises árabes sunitas moderados, como o Egito , a Jordânia, a Arábia Saudita e os outros paises do golfo pérsico, não se conseguiu mudar nada, na negatividade da liderança palestina.
Israel já não é mais o culpado de todo o problema.

A impossibilidade das duas maiores facções palestinas –Hamas e Fatach – chegarem a algum entendimento, após as eleições ocorridas há mais de 10 anos, deixou claro que Israel não é o foco do problema.

Gaza está numa situação próxima de catástrofe, por desmazelo absoluto dos seus líderes em criar uma infraestrutura que permita aos seus 2 milhões de habitantes uma vida menos desumana.

Em Gaza não existe água potável, nem esgotos, nem eletricidade (recebem apenas 2 a 3 horas por dia), nem serviços médicos de acordo com as necessidades, suprimento de alimentos e medicamentos, nada.

O desemprego já ultrapassou os 40% e a liderança continua usando toda a ajuda finanaceira que recebe, na fabricação de armas e escavação de túneis para atacar Israel.

Uma comissão do Banco Internacional esteve em visita à Gaza e publicou um relatório, no qual dizem que se nos próximos 4 anos não houver uma melhora sensível nos parâmetros examinados, não haverá mais nenhuma possibilidade de recuperar a região – a Faixa de Gaza. O povo já não está saindo às ruas para manifestações contra Israel.

Algumas dezenas são convencidos a protestar junto a cerca de divisão da fronteira e neste sábado, colocaram outro apetrecho explosivo, que não causou danos em soldados israelenses.

Mas Israel revida e neste final de semana, mais dois túneis foram destruidos pela aviação Israelense.
As críticas contra o disperdício de milhões de dólares numa luta sem chances de ser vencida, vem de todas as direções e alguns doadores  como os Estados Unidos, diminuiram a sua contribuição para a UNRA , quando ficou claro que escolas mantidas pela entidade eram usadas como entradas de túneis e arsenais de armas.

Já foi bem divulgado que Trump tem um plano para o problema israelo-palestino, mas quer esperar que Abbu Mazzen deixe o cargo. Deixaram de acreditar nele.

Usa milhões de dólares que a Autoridade Palestina recebe para melhorar o nível de vida do povo para pagar suculentos salários às famílias dos shahidim (herois –terroristas) que morreram ou estão nas prisões de Israel.

Para que voces tenham uma ideia do ‘preço do sangue’, vou copiar e traduzir, o que foi publicado no jornal Yediot Aharonot:

Marwuan Barguti (59) – terrorista do Fatach , responsável por 21 atentados e por assassinato de cinco israelenses, condenado cico vezes à prisão perpétua acrescidas de mais 40 anos: recebe mensalmente 6 mil shekalim. Até agora, desde que está preso, já recebeu 800 mil shekalim. O salário futuro previsto: 3.800.000 – 3 milhões e 800 mil shekalim.

Abdalla Barguti (40) – terrorista do Hamas, responsável por uma série de atentados em Jerusalém, Tel Aviv e Rishon LeTzion, causando a morte de 66 israelenses, recebe também 6.000 shekalim /mês e o seu salário futuro previsto, 5.440.000 – 5 milhões e 440 mil skekalim.

Amg’ad Auad (27) e Uhahim Auad (26) , que mataram a família Fogel , em Itamar, 2011, como são jovens, têm uma previsão salarial futura de 5 .800.000 – 5 milhões e 800 mil shekalim, cada um.

Halad e Machmad Machmara, ambos de 21 anos, mataram quatro israelenses no Sharona, em Tel Aviv, 2016, condenados à quatro prisões perpétuas e mais 60 anos. O salário acumulado chegará a 5.600.000, 5 milhões e 600mil shekalim, cada um.

Esta é uma parte da lista e estas fortunas serão pagas durante toda a vida de cada um pela Autoridade Palestina.

Quem paga aos assassinos em peso de sangue, incita, incentiva mais e mais atentados terroristas. Com ele vamos negociar Paz? Este é Abbu Mazzen. A violência está selada no comportamento palestino.

Na semana passada, por estímulo do presidente egípcio, A-Sissi, o primeiro ministro da Autoridade Palestina, Hamdalla, foi a Gaza para uma visita cordial acompanhado de uma comitiva do Fatach  e teve que suspender a visita, pois foram atacados por explosivos que atingiram alguns seguranças e policiais, mas não Hamdalla. É possível tentar melhorar as relações entre as duas facções?

ATENTADO EM JERUSALÉM
Domingo, por volta das 5 horas da tarde, as ruas estreitas da cidade velha de Jerusalém voltam a ser palco de um atentado terrorista: um palestino, 28, de uma aldeia das proximidades de Shchem, esfaqueou um israelense, Adiel Kolman 32, de Kochav Hashachar, causando ferimentos muito graves. O terrorista foi baleado e morreu no local.

Algumas horas depois, Adiel, não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no hospital Shaarei Tzedek. Deixou quatro órfãos.

A semana começou com três enterros: no domingo, os dois combatentes, capitão Ziv Daus,21, sepultado em Holon e o sargento Natanel Kahalani, 20, sepultado no moshav onde vivia, Eliachin.

Na 2ª feira, em Kochav Hashachar, o sepultamento de Adiel Kolman. Esta sequência de incidentes nos leva a pensar em duas razões que possam estar levando os palestinos a uma escalada militar.

A primeira  é que o Hamas entendeu que a estrategia dos túneis caiu por terra, pois a tecnologia desenvolvida por Israel para localizar as escavações, permitiu que em dois dias, dois tuneis fossem   bombardeado  e  obstruido, além do progresso rápido na construção do muro subterrâneo ao longo da fronteira com Gaza, que tornou impraticável a continuação de futuros túneis dentro de território israelense.

A segunda razão é festiva em sentido oposto: duas datas importantes no calendário judaico coincidem este ano  com datas nada festivas para os palestinos.

No dia 30/3, os judeus estarão comemorando o Seder de Pessach, mas 30/3 para os palestinos é o Dia da Terra –Yom Haadamá, sempre assinalado por manifestações violentas contra Israel, por ter se apoderado das terras palestinas.

Em seguida, os palestinos relembram a Nakba, o dia da desgraça, catástrofe, quando em 1948, na guerra da Independência de Israel, mais de 700 mil árabes que viviam na região, fugiram, uma parte foi expulsa  e neste ano terão mais uma razão de protesto, o dia fixado por Trump para transferência da embaixada americana para Jerusalém.

Dizem os bem informados, que o Hamas está preparando um manifestação gigante junto a cerca da fronteira com Israel.

A “mãe de todas as manifestações”: o plano é trazer milhares de manifesta ntes, aloja-los em tendas com as facilidades necessárias para permanência demorada  e tentar provocar um atrito de grandes proporções com as forças militares israelenses que, logicamente, estarão estacionadas no local.Não quero nem imaginar. Espero que as informações não passem de boatos.

EHUD OLMERT EM FOCO


Durante os 18 meses que passou na prisão Maassiahu, Olmert escreveu sua autobiografia, que foi editada e lançada no mercado literário pela Editora Yediot Sfarim.

São 900 páginas que contem 40 anos de vida como homem público em Israel. Desde a juventude como ativista político até o cume da carreira política  como primeiro ministro.

O livro está causando sensação, pois Olmert fala de tudo e de todos, sem censura. Hoje é um simples cidadão.

Aceita a culpa pela qual cumpriu a pena de 18 meses de prisão, mas vai lutar para limpar o seu nome das acusações injustas , que foram reconhecidas pelo Supremo Tribunal, que diminuiu de 6 anos para 18 meses a condenação concedida pelo Tribunal Distrital.

“…Saí inocente da jornada de agonia do processo Hollyland, dos ataques, dos insultos falsos que se tornaram manchete, mas quem quer me atingir não se importa em distorcer a verdade e me ligar a acontecimentos considerados como símbolo de corrupção governamental.”

“…Tudo isso faz parte das dúvidas que hoje me acompanham, depois de um processo longo e doloroso de quase 10 anos. Eu me pergunto, repetidamente, se tudo o que aconteceu foi essencial, indispensável.

Se foi inevitável. Será possível que em alguma etapa da minha carreira pública, eu tenha errado de uma forma tão qualitativa, até o ponto de causar a mim mesmo, esta enorme decadência do cargo mais almejado na vida pública e me tornar um prisioneiro.”
Os trechos que já lí, me impressionaram muito.

Com certeza será um best seller.
Por hoje é só .
SHALOM ME ISRAEL .

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