Ser uma mulher WIZO

Cinthia e Sarita Schaffel  na Wizo Rio

O exercício consciente do judaísmo e do sionismo implica no sentido de pertencimento e de entrega aos ideais, que fundamentam esses conceitos.

Ser uma mulher judia, em sua essência, é atuar segundo os princípios éticos, que herdamos das nossas matriarcas. É transmitir aos nossos filhos e netos os valores da nossa tradição.

Ser uma mulher sionista é ter no sangue o amor a Israel, independente da tendência política, que esteja vigorando no momento. Ser sionista sem rótulo, à flor da pele.

Ser uma mulher WIZO é assumir a possibilidade e o poder de transformar vidas de menores e maiores, quebrando o ciclo vicioso da pobreza, construindo um ciclo virtuoso, que garanta ao assistido de nossas instituições, o direito a uma cidadania digna, independente de etnia, religião, sexo ou origem social. Tolerância é o nosso mantra.

No plano individual é acolher, respeitar, conviver, colaborar, incluir lutar pelo Tikun Olam, sempre reconhecendo o valor do outro. É pensar no coletivo e no plural. Não é à toa, que a nossa célula organizacional é o grupo.

Ser WIZO é ter uma identidade, reconhecida em todo o mundo. Nossas mães fundadoras, que já exerciam o empowerment há quase um século, nos legaram um passado de conquistas e cabe a nós honrar esse legado, transmitindo às novas gerações os valores essenciais do nosso movimento, entre os quais destaco a credibilidade.

Como afirma o Rabino Sacks, se queremos transmitir uma herança para os mais novos, temos que ensiná-los a amar essa herança. O mais importante, num processo educativo, não é aprender conteúdos e habilidades, mas aprender a amar. O que amamos, herdamos. O que não amamos, o vento leva.

Tanto isso é verdade, que já temos exemplos de sucessivas gerações de ativistas, da mesma família, que são herdeiras do ideal WIZO.

É assim que penso que devemos educar os nossos filhos. Ser exemplo de integridade e amor ao próximo. Escolher uma escola judaica para os nossos pequenos, garantindo uma educação de alta qualidade. Mas, sempre assumindo a importância do cultivo do judaísmo em casa, também.

O que permanece, na nossa memória, são os jantares em torno de uma mesa de shabat, iluminados pelas velas acendidas por nossas mães. O que vai ficar na memória de nossas crianças é esse espaço sagrado de convivência familiar nas festas religiosas, que garante a continuidade do povo judeu por mais de três milênios.

E o papel da WIZO, nesse contexto, é alicerçar conhecimentos, ações e sentimentos, embasando a vivência de cada mulher, que se dedica às suas causas, para que a chama judaico sionista se mantenha acesa de forma fulgurante em sua casa, e se espraie, cada vez mais, pelos quatro cantos do mundo.

Mundo esse, que merece ser mais justo, mais igual e mais pacífico.

Um comentário

  1. Alice
    Alice 28 de agosto de 2018 at 19:07 |

    WIZO é tudo! Você colocou todo sentiimento que nos que vestimos a camiseta sentimos. Verdadeiro

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