Prêmio valoriza esforço para além da simples tolerância

Da esquerda para a direita: imame Muris Begovic, rabino Noam Hertig, o diácono protestante Maurice Gardiol, e o chazan Eric Ackermann

 

Quatro líderes religiosos, incluindo um rabino e um imame, foram homenageados por seus esforços para aproximar as comunidades religiosas suíças.

Essa é a primeira edição do prêmio Diálogo concedido pela Federação Suíça de Comunidades Judaicas e pela Plataforma de Judeus Liberais na Suíça, destinado a pessoas que contribuem de forma significativa para a coesão social e a paz religiosa no país.

Dois pares de líderes foram reconhecidos com 10 mil francos suíços (US$ 10 mil) em prêmios: o imame Muris Begovic e o rabino Noam Hertig de Zurique, e o diácono protestante Maurice Gardiol e o líder de oração judaico (‘chazan’) Eric Ackermann de Genebra.

Entre os palestrantes da cerimônia de premiação em Berna na noite da última terça-feira estava o presidente da Suíça e ministro do Interior, Alain Berset.

Begovic e Hertig apóiam o projeto Respeito, que facilita o intercâmbio cultural entre as duas comunidades. Ao realizar vários workshops, o projeto incentiva um diálogo ativo com o objetivo de desmantelar os preconceitos mútuos. Eles também serviram como representantes espirituais do primeiro evento oficial de diálogo conjunto realizado entre as organizações suíças judaicas e muçulmanas.

Gardiol e Ackermann desenvolveram uma plataforma inter-religiosa em Genebra e também fomentaram o diálogo entre estudantes judeus e seus pares não-judeus através de visitas em sala de aula. Além disso, os dois homens atuam na Escola de Serviço Social de Genebra, onde ministram um curso sobre o papel que a religião e a espiritualidade desempenham no trabalho social.

 

Projeto “Respeito”

A NCBI Suíça e o Instituto de Cooperação Intercultural e Diálogo lançaram, em 2012, o projeto “Respeito: Superar a hostilidade muçulmana e judaica, juntos” .

O  projeto  “Respeito” adota pela primeira vez na Suíça o enfoque aos preconceitos, especialmente, entre as minorias judaicas e muçulmanas. Os preconceitos entre essas minorias estão se tornando mais importantes em um momento de crescente tensão em torno dos acontecimentos em Israel e no Oriente Médio.

O projeto está sendo agora desenvolvido com enfoque na juventude e nos jovens adultos tendo as questões dos conflito  sendo abordadas construtivamente:

-Como é viver como minoria na Suíça? O que nos conecta? O que nos separa? Como somos percebidos pela maioria, bem como uns pelos outros?
-Como vivenciamos a hostilidade muçulmana e judaica? Quais semelhanças e diferenças que existem? Como isso pode ser tratado?
-Qual o impacto que os eventos na Suíça, em nossos países de origem ou no Oriente Médio têm na coexistência na Suíça?
-O que podemos fazer juntos para reduzir o preconceito e o antissemitismo?

O objetivo do projeto é refletir preconceitos mútuos, bem como as próprias experiências de discriminação.

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