Pois é…

A senadora Gleisi Hoffmann foi denunciada por corrupção e lavagem de dinheiro pela PGR. Ela e o marido. Há tempos, aliás, o casal vem sendo alvo de investigação, mas sempre escorregava entre os dedos por vezes flácidos da Justiça. Parece que agora o processo seguirá em frente. Logo agora, quando Lula abertamente se queixou dela: Ela prometeu ‘parar’ o país e não conseguiu. É uma incompetente. Mas segue muito devotada a Lula. Ou apenas à chance de vir a ocupar seu lugar. E ele que um dia ameaçou poder incendiar o país. Pois é…

O país está parado, estagnado, sim, há alguns anos. Vocês conseguiram. Por enquanto. Ainda há os cegos que acusam a Lava-Jato de ter feito o milagre que eles mesmos, políticos corruptos, se esforçaram tanto para perpetrar.

Lula também fez um mea culpa sobre Dilma, explicando que ela não soube governar o país. É no que dá colocar ‘poste’ na cadeira presidencial. Tomara que Minas Gerais também a enxergue com olhos bem abertos. Precisamos de alguém que ame o país acima de seus mesquinhos projetos pessoais. Precisamos de um presidente que governe visando o povo, o futuro grandioso que este país continental merece. E não que conspire para transformá-lo em mais uma republiqueta como já tantas há nas Américas do Sul e Central. Teremos alguém com tais qualidades? Uma delas, ao menos? Pois é…

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmmoud Abbas fez uma declaração fatal. Equivocada, mesquinha, indigna de um pretenso chefe de Estado, que lhe fez cair a máscara. Enquanto o mundo judaico e vários chefes de governo reclamaram da afirmação claramente antissemita, Abbas viu-se forçado a uma retratação. Vazia, no meu entender. Ele fez a declaração abjeta ao dirigir-se aos árabes. É perante a mesma audiência, e em seu idioma, que deve fazer seu pedido de desculpas, explicando que os judeus têm, sim, o direito de existir e que não quis ofender o judaísmo. Mas dizer tais palavras perante a audiência que só ouve palavras de ódio e incentivo à morte e ao martírio é impossível, seria quase a sua sentença de morte. Assim, um pedido de desculpas semelhante ao feito não tem valor. É para uso externo e vazio de significado.

E falando em Abbas, penso no artigo que li sobre ‘Tiros em pernas e sonhos’. Um jovem atleta, que tinha ambições de concorrer em competições fora, envolveu-se nos protestos conclamados pelo terrorista chefe que controla Gaza. Milhares de palestinos acorreram à cerca que divide Gaza de Israel, colocaram fogo em muitos e muitos pneus, enchendo o céu com uma fumaça negra tóxica. Além disso, havia terroristas armados infiltrados entre os protestantes, e foram atiradas pedras enormes (há vídeos na rede social) para o lado de Israel, vindas de um estilingue gigante. Pedras já mataram famílias israelis, algumas delas. O exército respondeu e alguns jovens, entre eles, o aspirante a atleta, terminou amputado. Sonho destroçado. Por israelenses? Não. Pelos chefes terroristas que se escondem bem longe do local para onde enviam seus candidatos a mártir. Cada morte é festejada por eles, cada amputação é celebrada e fotografada e enviada mundo afora, alimentando o ódio antissemita cuja razão poucos conseguem definir; Abbas acusou a ‘usura’ dos judeus por seu Holocausto. Desde a Idade Média, em obras de Christopher Marlowe, não ouvia semelhante disparate. A vítima ser culpada do crime é a mais desonrosa desculpa da História.

Eça de Queiroz, no fim do século XIX, dizia que os alemães não suportavam ver os judeus frequentando seus restaurantes, andando no meio da calçada em vez de esgueirar-se pelas paredes. Previu o que viria na Alemanha.

Os judeus mudaram. Não aceitam mais humilhações. Estenderam a mão para seus vizinhos algumas vezes desde 1947, porém só balas vieram de volta. No momento em que os árabes REALMENTE entenderem que terão de viver num país ao lado dos judeus, e que já experimentaram com sucesso uma convivência pacífica, que resultou na época de ouro de Espanha, só nesse momento o Oriente Médio será uma luz para os outros países. Mas líderes venenosos terão de ser extirpados de seu seio antes disso. É difícil, em países onde vigora o despotismo e a ausência total de democracia. Israel. É a única democracia da região, onde mulheres ainda são enterradas vivas, enclausuradas, mortas por familiares em nome da honra, sofrem mil humilhações e privações.

Também há o artigo da jovem de 32 anos, que foi vendida por U$25.000 dólares ao nascer para um casal de israelenses e agora vem ao Brasil em busca dos pais biológicos. Lembrou-me um fato ocorrido anos atrás, quando uma criança foi vendida a um casal israelense, poucos anos depois a mãe se arrependeu e a TV encontrou a criança e a trouxe de volta para a mãe de sangue. Imagino a dor dos pais que a ninaram e cuidaram, alimentaram e amaram pelos dois ou três anos que a tiveram como filha, mas a devolveram. Pois meses após a reportagem, vi uma foto da criança nos braços de um menino de três ou quatro anos, no meio-fio, e uma frase da mãe, manicure, queixando-se de que, após o sensacionalismo todo, havia sido abandonada. Pensava ela que lhe dariam, ao menos, uma casa onde morar com seus filhos. Imagino como estará esta menina hoje, como terá crescido e se formado. Mãe é mãe. Pois é…

Dois rapazes gêmeos que foram adotados por um casal europeu, creio que italiano, também estiveram no Rio atrás dos pais biológicos há poucos anos. Encontraram-nos e voltaram para casa – na Europa. Porque pai e mãe são os que amparam e criam. Adoções ilegais estão ligadas à extrema burocracia da lei brasileira, que termina abandonando milhares de órfãos (de pais vivos ou não) em albergues públicos, na eterna espera de um carinho familiar. Sou contra adoções ilegais, mas sou totalmente contra o abandono de crianças sem um lar.

Enquanto isso, Crivella escapa de arrastão na garupa da moto de um guarda-costas. Os outros políticos, bem, seguem igual ao que eram antes.

Um prédio desabou em São Paulo. Alguém cobrava R$400,00 por mês dos moradores que haviam invadido o prédio. Quem cobrava? Quem não fiscalizou o edifício de maneira correta? Quanto vale cada vida que ali se perdeu? Problemas de moradia existem no país desde 1500. Nassau buscou uma solução, mas 24 anos não foram tempo suficiente. A verba usada para pagar aluguel social não deveria estar construindo moradias populares? O Poder Público não deveria estar educando seus jovens para um futuro de autossuficiência? Os políticos não deveriam atuar com dignidade ou serem expelidos da vida pública e recolhidos à prisão com celeridade? O povo brasileiro não merece escola e saúde e segurança e uma qualidade de vida compatível com os impostos que paga?

O Brasil está à deriva. Pois é…

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