Philip Roth – um dos maiores escritores americanos

Philip Roth, um dos maiores escritores da literatura americana, faleceu de insuficiência cardíaca no dia 22 de maio de 2018, aos 85 anos, em Nova York.

De família judaica, o escritor nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1933, e sua obra foi muito associada a essa comunidade. Seus romances frequentemente refletiam momentos de identidade dos judeus americanos, mas o autor se considerava antirreligioso e ateu. Seus relatos são provocadores e cheios de sátiras políticas. Os últimos livros falavam do envelhecimento, beirando a fronteira entre a biografia e a ficção.

Além de emérito romancista, Roth também escreveu contos e ensaios. É dono de um estilo realista, direto e irônico. Sua obra explora bastante a natureza do desejo sexual e a autocompensação.

Sobre seu livro “Complexo de Portnoy”, o escritor afirma: “Fico feliz de escrever sobre sexo. Tema extenso! Mas a maioria das coisas que conto em meus livros nunca aconteceu. No entanto, é necessária alguma realidade para começar a inventar” (O livro foi considerado antissemita por muitos judeus na época de sua publicação).

Philip Roth tem uma extensa obra produzida por mais de 60 anos e traduzida para vários idiomas.
Em 2012 o autor anunciou que não tinha mais nada a escrever: “Não tenho mais energia suficiente para suportar a frustação cotidiana, para não dizer humilhação”, declarou ao New York Times.

Philip Roth mudou a cara da literatura norte-americana, derrubando barreiras entre a comédia e a alta literatura, e conquistou praticamente todos os prêmios literários importantes, como o Pulitzer e a National Medal of Arts. Na Casa Branca, em 2002, recebeu a Gold Medal in Fiction, da American Academy of Arts and Letters. Em 2013, foi concedido a Roth o título de comendador da Légion d’Honneur, pelo príncipe de Astúrias. A lista é enorme. Morreu, no entanto, sem o Prêmio Nobel de Literatura, para o qual foi considerado favorito em diversas ocasiões.

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