“ O Polvo Aveludado” 

Samuel P. Spiegel nasceu em 11 de novembro de 1901, em Jaroslaw, na Áustria-Hungria, atualmente Polônia. Seus pais, Regina e Simon Spiegel (um atacadista de tabaco), eram judeus. Sam estudou na Universidade de Viena.

Spiegel trabalhou por pouco tempo em Hollywood e nesse período ficou muito ligado com Hashomer Hatzair na Palestina. Foi em seguida para Berlim a fim de produzir adaptações alemãs e francesas dos filmes da Universal até 1933, quando fugiu da Alemanha. Como produtor independente, ajudou na execução de vários filmes europeus.

Em 1938 emigrou para o México e, posteriormente, para os Estados Unidos.

Entre 1935 e 1954, Spiegel se autoproclamou SP Eagle. Depois usou seu nome verdadeiro. Foi apelidado de “polvo aveludado”, devido à propensão de se enroscar com mulheres no banco de trás dos táxis (gostava de garotas menores de idade) e administrar Hollywood com um toque aveludado, segundo Billy Wilder.

Sam amava Londres e admirava os britânicos, como se reflete em seus filmes “A Ponte do Rio Kwai” (1957) e “Lawrence da Arábia” (1962), com os quais ganhou sete Oscar’s, incluindo Melhor Filme.
Sua carreira de produtor teve início com o filme “The African Queen”, de 1951, através de sua produtora britânica “Horizon Pictures”.

Foi o produtor do premiado com o Oscar de Melhor Filme “On the Waterfront”, dirigido por Elia Kazan. Também colaborou com o diretor David Lean. Em 1963 recebeu o prêmio “Irving Thalberg Memorial Award” no “Academy Awards”, por sua enorme contribuição ao cinema.

Spiegel manteve uma conexão com Israel durante toda a sua vida, particularmente com personalidades como Golda Meir, Ariel Sharom, a presidente da Fundação Jerusalém, Ruth Cheshin, e seu amigo mais próximo, o prefeito de Jerusalém, Teddy Kollek, tendo contribuído para várias causas sionistas. Ele falava sete idiomas, fluentemente: inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, hebraico e polonês.

Sam Spiegel faleceu em 31 de dezembro de 1985, de causas naturais, na Ilha de São Martinho, no Caribe.
Seus herdeiros e os administradores de suas propriedades decidiram transferir a impressionante coleção de arte de Spiegel para o Museu de Israel, além de contribuirem anualmente para a escola de cinema de Jerusalém, que leva seu nome desde então – “A Escola de Cinema e Televisão Sam Spiegel”. Essa contribuição é a maior da história do cinema israelense.

A rua em Jerusalém onde se localiza a escola leva o seu nome, com os dizeres em uma placa: “Sam Spiegel – Produtor de Cinema Judaico. Americano e Vencedor do Oscar. Pioneiro. Amante do Sião”.

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