Neymar, Oscar e Mulheres…

 

Meu tema dessa semana iria ser o dedinho do pé direito do Neymar, mas a fila anda e agora o tema é outro. Podemos falar sobre o Oscar ou o Dia Internacional da Mulher, que vamos combinar, são temas muito mais interessantes!

O mês de março é aquele que nos transporta para a realidade, uma vez que janeiro é mês de férias e fevereiro de Carnaval. Março é um choque de realidade, pelo menos para o brasileiro, que vive na ilha da fantasia a maior parte do tempo.

Não sou cinéfila, por isso não posso me aprofundar muito no tema Oscar, mas parece que as previsões se concretizaram e os prêmios não causaram grandes surpresas.

Como não vi a transmissão pela TV, acabo aqui a minha análise sobre esse tema e recomendo aos mais interessados, que procurem uma leitura mais aprofundada nas mídias especializadas.

Vamos para o tema seguinte: Dia Internacional da Mulher.

Como mulher posso falar o que essa data significa para mim…Bem, além de receber algumas mensagens bonitinhas pelas redes sociais e rosas no supermercado, o dia internacional da mulher é uma data onde as mulheres mais destacadas da sociedade falam de sua trajetória e conquistas para outras mulheres, não tão bem destacadas assim.

Algumas celebridades levantam bandeiras, fazem discursos e outras escrevem artigos na mídia.

Ponto final.

No dia seguinte, ou seja, 9 de março, voltamos a falar na recuperação do dedinho do pé direito do Neymar, do passaporte brasileiro do Kim Jong-um, da intervenção militar no Rio de Janeiro ou no Bolsonaro, que lidera as pesquisas para as eleições presidenciais (porque  brasileiro ainda acredita em milagres e não aprende com os erros do passado).

É, vida que segue…

Mas como ainda estamos às vésperas do Dia Internacional da Mulher e no começo da semana, vou voltar atrás e me deter a esse tema e fazer algumas considerações.

Esse dia, como todo mundo está cansado de saber, surgiu no final do século XIX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito de voto.

Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhagen, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras.

Até aí beleza!

No inicio do século XX, esse dia era marcado por manifestações e marchas nos países europeus e nos anos seguintes, usualmente, durante a semana de comemorações as manifestações uniam movimentos, que lutavam por igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas, ao sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

Algo, realmente, relevante.

Na década de 1970, a ONU designou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, religiosas, culturais, econômicas ou políticas.

E aí?

Bem, no meu entender, o dia internacional da mulher deveria ser um dia de ação. Mulheres unidas em prol de uma causa relevante e olha, que não faltam assuntos importantes e sérios na pauta das brasileiras.

É muito legal ser homenageada por isso ou aquilo, receber flores e carinho, mas não devemos esquecer, que a origem desse dia surgiu com um nobre propósito e já que temos uma data para chamar de nossa, deveríamos fazer mais, muito mais …

É o que penso…

 

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