Nanette Blitz Konig: “Eu sobrevivi ao Holocausto”


Nanette Blitz Konig nasceu em 6 de abril de 1929, em Amsterdã. Filha de Martijn Willem Blitz e Helene Victoria Davids, tinha dois irmãos: o mais velho Bernard Martijn, nascido em 1927, e outro mais novo, nascido em 1932 e que faleceu em 1936. Sua família era de origem judia e seu pai trabalhava no Banco de Amsterdã.

Em maio de 1940 a Holanda foi ocupada pelo exército alemão e os nazistas começaram a perseguir os judeus.
No início de outubro de 1941, os alunos judeus tinham que frequentar escolas separadas e é nessa ocasião que

Nanette tornou-se colega de classe de Anne Frank, no Liceu Judaico.

Em setembro de 1943, a família Blitz é levada para o campo de transição de Westerborg. Em 15 de fevereiro de 1944, eles são deportados para o campo de concentração de Bergen-Belsen. No final de 1944 seu pai morre, e o irmão e a mãe de Nanette são transferidos de Bergen-Belsen, e ela permanece sozinha. Seu irmão morre no campo de concentração de Oranieburg, e sua mãe é deportada para a mina de sal em Beendorf para trabalho escravo, vindo a falecer em abril de 1945 durante uma viagem de trem com destino à Suécia.

Em janeiro de 1945, Nanette é enviada para outra parte do campo de Bergen–Belsen, conhecido como “campo pequeno para mulheres”. De lá, ela vê Anne no chamado “campo grande de mulheres”, através do arame farpado. Os dois campos são unificados e o arame farpado é retirado. Em fevereiro de 1945, Nanette procura Anne e encontra sua irmã Margot. Nanette sobrevive a Bergen-Belsen e é salva pelo britânico Leinard Berney. Depois da guerra, ela passou três anos hospitalizada por ter contraído tifo, doença que matou Anne Frank e sua irmã Margot.

Nessa época, ela recebe do pai de Anne, Otto Frank, um exemplar do livro escrito pela filha, “Het Achterhuis” (O Anexo Secreto). Quando se recuperou, foi morar na Inglaterra, onde conheceu o atual marido, John Konig, que é húngaro. Em 1953, os dois casaram-se e mudaram-se para o Brasil (moram em São Paulo).

Nanette atualmente dá palestras e só em 2015 escreveu o livro “Eu Sobrevivi ao Holocausto”, onde conta com detalhes tudo o que passou durante a guerra.

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