Josefov: o bairro judaico de Praga

A comunidade judaica de Praga foi uma das mais importantes da Europa e sua presença na cidade está comprovada desde o século VIII. Inicialmente dispersa, a comunidade judaica reagrupou-se nos arredores da Cidade Velha desde o século XVIII no centro de uma cidade com jurisdição autônoma.

Esta comunidade viveu uma história bastante agitada, na qual alternaram-se períodos de perseguição (discriminações, expulsões) com períodos mais calmos que permitiram o desenvolvimento de uma inestimável riqueza cultural.

No final do século XVI e princípios do século XVII (período do célebre Rabbi Low e do prefeito da cidade judaica Marcus Mordecai Maisel), o reino de Joseph II, no final do século XVIII (do qual o bairro judeu foi nomeado de Josefov em sua homenagem), ou a princípios do século XX com a emergência dos grandes escritores de língua alemã.

O Bairro judaico de Praga está presente na mente de seus habitantes pelos célebres mitos e lendas que o cercam, como o Rabino Löw e o Golem, mas também na memória coletiva da Europa, por sua influência nas artes, na cultura e na herança que deixaram Franz Kafka, Max Brod e muitos outros.

A visita permite descobrir a história da comunidade judaica desde o século X ao século XX, uma das minorias mais importantes da Bohemia antes do Holocausto. As coleções do Museu Judaico encontram-se entre as mais ricas do mundo. O drama do holocausto é igualmente o objeto de um memorial.

Sinagoga Velha Nova
Staronová synagoga

Old-New Synagogue, Prague

Esta é a sinagoga em atividade mais antiga da Europa, cuja origem data o ano 1270 e é também um dos edifícios góticos mais antigos da capital. Esta sinagoga é o coração espiritual da comunidade judaica de Praga e, atualmente, a única que presta serviço religioso.

Batizada com o nome de “Nova” no momento da sua construção no século XIII por sua relação temporária com as outras sinagogas existentes (desparecidas desde então), ela se transformou na sigangoga « Velha-Nova » na medida em que foram construídas novas sinagogas no bairro de Josefov.

Sua fachada é de tijolos e seus muros não são muito altos em comparação com os edifícios de Art Nouveau que encontra-se no bairro. Para entrar no edifício é necessário descer alguns degraus, devido ao levantamento do solo. Depois de atravessar a antecâmara, você terá acesso a sala principal que acolhe no seu teto um magnífico tímpano decorado, cujas raízes representam as 12 tribos de Israel.
A grande sala separada em duas naves altas, cujas galerias estão sustentadas por colunas hexagonais decoradas com folhagens ornamentais. O centro do espaço sagrado está dominado pela bimah, palanque usado para a leitura do Torah, e rodeado por uma cerca gótica de ferro. O estandarte foi um regalo do imperador Ferdinand III para a comunidade judaica de Praga em forma de agradecimento a sua participação na defesa da cidade contra os suecos. A Torah encontra-se no seu lugar habitual, perto da parede Leste.

A sinagoga Velha Nova é visitada de forma separada das outras sinagogas que fazem parte do Museu Judaico. Fica fechada todos os sábados e dias das festas religiosas judaicas.
Museu Judaico de Praga

O Museu Judaico de Praga é considerado como umas das mais importantes do mundo.
Lugar de memória, relata a trágica história dos judeus de Praga, uma das minorias mais importantes da Bohemia antes do holocausto.

Nas sinagogas Maisel e Espanhola (século XIX), temos acesso a história dos judeus da Bohemia durante o período entre o século X e XX, desde sua emancipação até a época atual.

Na Sinagoga Klaus e na Sala de Ceremônias estão os trajes tradicionais judaicos e objetos ilustrando a vida cotidiana do judeus desde o seu nascimento até a morte.

A Sinagoga Pinkas foi convertida em um emocionante Memorial do holocausto. Todas as suas paredes estão cobertas pelos nomes e sobrenomes das pessoas exterminadas sob o regime nazista. No primeiro andar, uma exposição permanente exibe desenhos das crianças de Terezín, pequena cidade perto de Praga que serviu de gueto para os judeus “em trânsito” antes de serem deportados aos campos de concentração.

A visita ao bairro judaico termina pelo famoso e histórico cemitério, o qual também é administrado pelo Museu.

 

 

2 Comentários

  1. Miriam Menascé
    Miriam Menascé 28 de fevereiro de 2018 at 3:43 |

    Denise
    Muito bom ler o seu artigo sobre o bairro judeu, em Praga.
    Em julho/2017, tive oportunidade de conhecer essas sinagogas.
    Muita emoção. Adorei aprenderum pouco mais sobre o que vi, em Josefov.

    Bj

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  2. Miriam Menascé
    Miriam Menascé 28 de fevereiro de 2018 at 3:43 |

    Denise
    Muito bom ler o seu artigo sobre o bairro judeu, em Praga.
    Em julho/2017, tive oportunidade de conhecer essas sinagogas.
    Muita emoção. Adorei aprende um pouco mais sobre o que vi, em Josefov.

    Bj

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