Jean-Baptiste Debret-O cotidiano do Rio de Janeiro no século XIX

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As aquarelas de Debret estão em  exposição, no Centro Cultural dos Correios, em comemoração aos 450 anos do Rio de Janeiro.

imagesO artista francês nasceu em 18 de abril de 1768 e faleceu em 28 de junho de 1848 em Paris, França.

Jean-Baptiste Debret e Grandjean de Montigny vieram para o Brasil em uma missão artística chefiada por Joaquim Lebreton. O convite foi feito por  D. João VI, que planejava a criação de uma Academia de Belas Artes no Brasil. A missão aportou no Rio de Janeiro em 26 de março de 1816.

Quando a rainha D. Maria I faleceu, foi solicitado a Debret retratar o funeral da rainha de Portugal e a posse do novo monarca, o que lhe deu uma maior aproximação com a corte.

jbd_sd_pacoO artista instalou-se no Rio de Janeiro e, a partir de 1817, passou a ministrar aulas de pintura em seu ateliê. Em 1818, colaborou na decoração pública para a aclamação de D. João VI. Por volta de 1825, fez gravuras em metal com  água forte, hoje confiadas à Seção de Estampas da Biblioteca Nacional.

De 1826 a 1831, foi professor de pintura e história da arte na Academia de Belas Artes e, em 1828, foi nomeado diretor.

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Debret deixou o Brasil em 1831, alegando problemas de saúde, retornando a Paris.
Lá publicou seu livro “ Viajem Pitoresca e Histórica pelo Brasil”,  onde revelava sua profunda relação pessoal e emocional com o país, adquirida nos 15 anos em que ali viveu.

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O artista ficou bastante impressionado com a escravidão e o modo como os negros eram tratados e, entre os hábitos cotidianos, o fato de as mulheres brancas só andarem nas ruas carregadas pelos escravos.

Debret retratou fatos importantes da história do Brasil como a aclamação de Dom João VI, depois a de D. Pedro I, a chegada de D. Leopoldina, vindo casar com D. Pedro I, para ser a primeira imperatriz brasileira e terminando então com a aclamação de D. Pedro II, o imperador menino, com 6 anos de idade, e já depois da ida de D. Pedro I de volta a Portugal.

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A mostra apresenta 120 aquarelas feitas ao longo dos 15 anos em que o artista viveu no Rio de Janeiro. O espectador deve olhar com atenção e utilizar também  lentes de aumento para observar a riqueza de detalhes dessas obras. Nessa época não se contava com máquinas fotográficas, logo, Debret retratou o cotidiano da cidade e foi, sem dúvida, também o seu maior cronista.

“ O Rio de Janeiro de Debret”
 Centro Cultural dos Correios
 Rua Visconde de Itaboraí,  20  –  Centro
 De terça a domingo, das 12h às 19h
 Até  03 de maio
 Entrada franca

Um comentário

  1. Beto Kaos Z Deja-vu
    Beto Kaos Z Deja-vu 2 de junho de 2021 at 22:46 |

    Sensacionais as pinturas do mestre Jean B. Debret. Criou a primeira bandeira do Império e do Brasil e sua arte nos mostra detalhes como os de uma fotografia. Sou fã de mais.

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