Israel sheli


Desde sempre, o azul e branco de sua bandeira fez parte da minha vida. Já disse uma vez, que tenho no meu DNA esse amor por Eretz Israel. Na minha casa se respirava sionismo, definido, simplesmente, como apoio irrestrito ao Estado Judeu. Aliás, era difícil admitir, nos anos cinquenta, que o judaísmo não incluísse o sionismo, em seu âmago.

Afinal, depois de dois mil anos de exílio e um Holocausto, em que perdemos seis milhões de irmãos, ficava difícil compreender o ser judeu, sem a ligação intrínseca com a terra de Israel.

Os sentimentos e as emoções pela existência e progresso daquela faixa de terra, no Oriente Médio, iam muito além da adesão à prática política de seus governantes. Se eram de esquerda ou de direita pouco importava. O Sionismo era o nosso ideal e cabia ao povo israelense decidir sobre o seu presente e futuro.

Hoje, penso da mesma forma. Apoio o Estado de Israel e a sua população através do trabalho WIZO, que considero a maior herança que posso deixar para meus filhos e netos, por todos os valores, que essa instituição representa, em termos de humanismo e sionismo.

Para o mundo, Israel viveu os seus tempos de David, quando cercado de inimigos, ocupando terrenos pantanosos e desérticos, foi consolidando a sua independência, sendo reconhecido entre as nações, pelo seu poderio crescente no domínio da tecnologia, das ciências e das artes. Foi um dos poucos países, que criou uma universidade, antes de sua própria fundação. Universidade essa, que, ao longo do tempo, já produziu estudos, que valeram a consagração do Prêmio Nobel para os seus cientistas.

A imagem de Golias, associada ao Estado de Israel, que foi disseminada na ONU, veio na esteira da derrama de petrodólares, nos anos setenta, que culminou com a consideração do Sionismo como racismo. Mesmo sendo retificada essa decisão, ainda hoje, Israel, a única democracia da região, é o país que leva mais reprimendas dos organismos internacionais. Nem o regime de Assad, que já ceifou mais de quinhentos mil sírios, por conta de sua manutenção no poder, ultrapassou as resoluções condenatórias a Israel.

As tentativas de paz foram bem-sucedidas entre os governos estabelecidos de nações vizinhas, como o Egito e a Jordânia. Já com as autoridades palestinas, dos diversos matizes e diferentes tempos, o processo se arrasta por décadas e, no momento, a interlocução entre as partes está cada vez mais dominada pela violência e pelo terror.

Mas quem chega no majestoso aeroporto Ben Gurion, vai em direção ao norte ou ao sul do país, anda por suas ruas e vielas, se surpreende com a sua população multicolorida, vestida cada um na sua, se divertindo e trabalhando, como se não houvesse amanhã. Tudo isso fruto dos movimentos migratórios tão diversos quanto impensáveis, como o russo e o etíope, por exemplo, absorvidos pela sociedade israelense, num exemplo de aceitação e convivência interétnica, nesses tempos de tanta intolerância.

Nação jovem, que já experimentou momentos de glória e de profunda depressão; que enfrenta ameaças à sua existência em seu cotidiano. País de grandes lideranças e de líderes titubeantes, dividido na política e na religião.

Que apresenta a economia mais pujante da região; que é líder mundial em pesquisa agrícola; que desenvolveu um excepcional Vale do Silício, entre outras conquistas.

A Eretz Israel sheli, que dança nas praias de Tel Aviv e Haifa, que produz vinhos no Golan, que guarda os Pergaminhos do Mar Morto no Museu de Israel, que produz o melhor falafel, que vence festivais de música na Europa, que não consegue se classificar para a Copa do Mundo, que revela o nosso passado em seus sítios arqueológicos, que projeta o seu futuro nos arranha céus, cada vez mais altos, no progresso de sua medicina e na constante melhoria da malha viária e do transporte de suas metrópoles.

De sua eterna capital, Jerusalém, emana a luz que alimenta a energia do nosso povo, mesmo na diáspora, desde o tempo dos reis de Israel. É lá, que mais se sente a plenitude do judaísmo. E é lá que o nosso coração bate mais forte.

Parabéns Israel pelos setenta anos! Parabéns povo israelense pela sua tenacidade e bravura!

Um comentário

  1. Alice
    Alice 17 de abril de 2018 at 17:40 |

    Sarita linda e emocionante homenagem! Vem do coração azul e branco!

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