Israel e o Holocausto

Na época de Segunda Guerra Mundial – 1939 a 1945 – Israel era um país em vias de formação, atravessando um período muito difícil sob o Mandato Britânico e a luta permanente com a população árabe.

Contudo, os 600 mil judeus que constituíam o Yshuv de Eretz Israel e a sua liderança, não estavam desligados nem indiferentes ao que acontecia na Europa, muito pelo contrário, redes ilegais de comunicação com os partisans e envio de voluntários na tentativa de prestar alguma ajuda, como a paraquedista Hana Senesz e outros
que saltaram de paraquedas atrás das linhas inimigas na Hungria, comprovam esta preocupação.

Mas a máquina de destruição nazista era poderosa demais para as forças diminutas dos judeus de Eretz Israel.
Até hoje este é um ponto muito doloroso discutido em Israel, pois 220 mil sobreviventes do Holocausto vivem em Israel e este número diminui rapidamente  com o envelhecimento desta geração.

Nos dois últimos anos, 2016/2017, mais de 20 mil remanescentes dos campos de massacre faleceram e a história ainda está sendo escrita, ou seja, os depoimentos continuam sendo gravados e acrescentados ao arquivos do Yad Vashem (Museu do Holacausto)  para que sejam transmitidos de geração em geração, pois não podem ser esquecidos.

Pelas razões explícitas, o Yom Hashoá veHagvurá tem um significado muito especial em Israel. São 24 horas de luto verdadeiro, de inúmeras cerimônias em todo o país que para  por dois minutos, quando soam as sirenes.

Há 30 anos foi iniciado o projeto Marcha da Vida, que é realizada na Polônia da qual participam jovens de todo mundo, que caminham de Birkenau a Aushwitz, em recordação aos judeus levados a estes campos, que caminhavam para a morte nos crematórios.

Este ano, o presidente de Israel Reuven Rivlin acompanhado do chefe do Estado Maior israelense, Gadi Ayzenkot, Roni Alsheich, Comandante da Polícia, Yosi Cohen, chefe do Mossad e do presidente da Polônia, Andrez’i Duda, caminharam os poucos quilômetros que separam os dois campos de extermínio, numa manifestação de solidariedade judaica ímpar, apesar da oposição de Israel à Lei Polonesa que nega a participação de poloneses nos pogroms e assassinatos de judeus.

Nesta Marcha participaram também,12 mil jovens, judeus e não judeus, dos quatro cantos do mundo. Dentro de poucos anos não restarão  sobreviventes, daí a importância de relembrar, contar e ver o que um regime político amoral e cruel pode fazer contra seres humanos.

Que milhões de pessoas vejam e não esqueçam  para garantir que outro Holocausto não ocorrerá.

O MUNDO TEM QUE CONTER OS CRIMES
Às 03h55  do último dia 14 de abril , o céu da Síria foi iluminado por mísseis de cruzeiro Tomawak e bombas ,lançados por aviões e navios de guerra dos Estados Unidos, Inglaterra e França, 103 no total, que tinham uma meta: destruir estabelecimentos de pesquisa, desenvolvimento e produção de armas químicas sírias, situados nas proximidades de Damasco e Homs. As notícias informam que 8 alvos foram destruídos.

As leis internacionais proíbem o uso de armas químicas e Assad as tem usado repetidas vezes contra a população civil, nos últimos 7 anos de duração da guerra, a última, no sábado passado, em Duma.

Para os três países da coalizão europeia, Assad tranpôs a linha vermelha de um chefe de governo contra o seu próprio povo.

Declararam que a ofensiva foi limitada, que não têm nenhuma intenção de intervenção na guerra síria e que não houve perdas humanas.

Quanto a efetividade da operação, afirmam que os ataques foram exatos e as metas alcançadas.  A Rússia protestou contra a “agressão triangular” e exigiu com urgência uma reunião do Conselho de Segurança da ONU que se reuniu na tarde de sábado e não aprovou a moção de protesto russa.

Autoridades militares sírias informaram que o país não tem nenhum arsenal de armas químicas e que 13 mísseis foram derrubados. Segundo informantes russos, 80% dos foguetes foram interceptados. A verdade deve estar em algum lugar no meio.

MAIS UM TÚNEL DESTRUÍDO


As FDI de Israel comunicaram neste domingo que mais um túnel, o mais longo, o mais profundo e o mais perfeito entre os construídos pelo Hamas em direção a Israel  foi inteiramente obliterado com cimento armado. Este  é o 5º túnel descoberto por Israel nos últimos meses, graças a uma nova tecnologia que permite localizá-los com mais rapidez, antes que estejam prontos para ataque.

Este túnel tinha várias ramificações com outros dentro de Gaza, que chegam à cerca da fronteira com Israel, atravessando-a e chegando aos Yshuvim de Shaar Hanegev.

UM POUCO DE ESPORTE


Linoy Ashram (foto), 18, novamente subiu ao pódio, duas vezes, para receber a medalha de prata e de ouro em dois exercícios diferentes na Copa Mundial de Ginástica Artística  realizada em Pésaro, Itália.

E na Bélgica, a equipe masculina de Acrobacia ficou em 2º lugar (senior) levando também a medalha de prata. Os desportistas de Israel estão se preparando com vista à próxima Olimpíada.

YOM HAZIKARON E YOM HAATZMAUT
Todo ano, às vésperas do dia da Independência, a alegria é precedida pela tristeza e dor das famílias enlutadas, que perderam seus entes queridos nas guerras de Israel. Pais, irmãos, filhos e esposas.

Nas guerras de Israel cairam 23.645 combatentes. Foram acrescentados 101 nomes novos no último ano à longa e dolorosa lista. Doze nomes que se juntaram à relação sangrenta das 3.134 de vítimas do terror.

Nesta semana, no Yom Hazikaron, Israel se une na recordação dos milhares filhos e filhas que caíram desde o início do Sionismo e deixaram 8.929 pais enlutados e 4.849 viúvas.

Neste dia, pelo menos, 1.500.000 pessoas visitarão os cemitérios militares, onde são realizadas as cerimônias de Izkor.

Ao término do dia, às 20 horas, são iniciadas as comemorações do Yom Haatzmaut no Har (Monte) Hertzl  com o hasteamento da bandeira de Israel que estava à meio pau, desde a véspera, ao som das cornetas militares.

A canção que acompanhara´as festividades é Aleluia que trouxe pela primeira vez a Eurovision para Israel. Na praça principal das cidades e ishuvim  são realizadas comemorações populares  com a participação de artistas e em muitos lugares, a tradição de se dançar “hora” nas ruas ainda é respeitada.

CHAG HAATZMAUT SAMEACH!!!!

ESTATÍSTICA
Às vésperas do 70º aniversário da independência de Israel, o Departamento Nacional de Estatística, publicou um relatório dedicado à data.

A população atual de Israel é 11 vezes maior do que era em 1948: 8.842 milhões de habitantes. São 163.000 bebês nascidos no último ano. A média de vida para homens: 80.7  e para as mulheres: 84.2. Cerca de 70% da população possui carro; 66.1% dos homens, trabalha e 56.7% das mulheres também. A previsão para o primeiro centenário de Israel é de  15.2 milhões de habitantes.
Por hoje é só.

SHALOM ME ISRAEL
CHAG SAMEACH!

Um comentário

  1. Leon Cardeman
    Leon Cardeman 19 de abril de 2018 at 17:47 |

    Alem de escrever bem, a filha do seu David é uma pessoa excepcional e uma idealista completa. Aproveito para para te informar que a minha neta médica, ortodoxa, fará ALIAH este ano levando 3 bisnetos e um outro na barriga. Beijos saudosos do Leon Cardeman.

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