Impasse

Nunca antes, na história do Brasil, viveu-se coisa igual. Se para nada servirem as eleições, deixarão a nu a mentira de Lula de que sempre foi traído e de nada sabia. Comandou o primeiro turno com mão de ferro, e por 15 vezes seu ‘poste ‘ 2 foi receber instruções na cadeia, onde o ex presidente está preso após condenação em segunda Instância.

Assim, cai por terra a falácia de que nunca soube de nada, que não manda no PT, que não há homem mais honesto do que ele em todo o país. Sabe de tudo; tudo ordena e comanda. Sempre soube e ordenou.

Do outro lado, Jair Bolsonaro, sem experiência em administração, e com fama de pavio curto. Instiga a violência? Ou já a vivíamos antes dele? Fake News invadem a internet e a raiva e o medo imperam. Longe de aguardarmos com ansiedade um novo tempo, vivemos dias de incerteza. O povo está exausto de tanta corrupção, de roubalheira sem fim. Mais da metade do eleitorado quer o militar porque simplesmente esgotou sua paciência estoica e agora aguarda que disciplina e honestidade venham com o oposto do PT. O oposto.

Segundo turno tão radical é resultado certo de décadas de educação pífia, de décadas de insegurança, violência, descaso e desalento. O povo disse basta. Sem saber com certeza o que o espera, sabe ao menos o que não quer. E espera ver chegar o que tem direito de viver: vida digna e com qualidade. Esperança de muitos. Esperança, por ora. Pois sem receber educação de primeira, apenas trocaremos seis por meia dúzia.

Educação se faz com livros. Livros e professores. Casa e pais presentes. A Livraria Cultura, fechada há poucos dias, demonstra, em mais um dentre milhares de episódios, o baque do comércio carioca, especialmente do Centro, sobretudo após as obras que acabaram com o bairro. E dizer que tudo começou porque o prefeito de então olhou para a cidade ao longe e não gostou do que viu. Daí a desmontar a Perimetral, que hoje termina num repente, sem uma grade ou aviso de ali acaba a ponte, e tudo ao custo alto de um milhão de reais e do sumiço de vergalhões de valor milionário, jamais encontrados ou deixado pista.

O teatro é a filigrana da Educação, sua arte mais fina e rica, o acabamento perfeito para a formação humana. Havia um teatro nas dependências da Livraria cultura. Mais um que se perdeu, menos um palco para peças e mostras de arte.

Os bilhões desviados pelos governos federal e estaduais, dinheiro que devia se transformar em serviço para o povo brasileiro, a crise instaurada há anos, que trouxe taxa de desemprego nunca antes havida no país, mais de 2000 lojas fechadas, hospitais em funcionamento quase falimentar, para quem mandar a conta? Ninguém a quer. Quem trará ao povo brasileiro um aceno de paz e conforto? Quem trará educação, moradias dignas, saúde adequada, segurança e tranquilidade para ir e vir? Quem dará aos moradores de rua uma nova chance de vida como ser humano, eles que são os eternos esquecidos do Poder Público?

Penso sempre nas pessoas que deram sua participação para melhorar o país. Como disse Betinho, fazer a sua parte. Meu tijolo é, sempre foi e será a educação. Ela me levou a voos altos, ela me inspira a elevar jovens fazendo-os voar, voar alto, através de livros e da Cultura. Sem ela, não se muda a sociedade. A sociedade almeja a vinda de alguém ao Planalto que realmente a honre e lute para que seja de primeira, de altíssima qualidade. Só elegendo alguém que realmente cultive o melhor, seja dos livros e das artes, inclusive o teatro, conseguiremos, enfim, voar ao status de Primeiro Mundo e sair do atual e já longuíssimo impasse brasileiro.

Um comentário

  1. manoel adler
    manoel adler 17 de outubro de 2018 at 22:51 |

    PARABÉNS MIRIAM

    SAÚDE CULTURA E PULSO

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