Gaza, Gaza e outra vez, Gaza!

Até quando este será assunto  nesta coluna?

Nada mudou nestes poucos quilômetros de fronteira há mais de 4 meses: conflito violento entre manifestantes e terroristas palestinos e soldados israelenses que defendem a fronteira, impedindo que seja ultrapassada pelos palestinos.

Os incêndios causados pelas pipas e balões explosivos e incendiários continuam no mesmo rítmo, bem como os ataques de Israel na tentativa de limitar a liberdade de ação da chamada “unidade das pipas “. Até agora sem sucesso.

A única novidade que flutua no ar  é a possibilidade de um acordo de “calma ” entre as partes conflitadas, não Paz, simplesmente acalmar os ânimos enquanto se busca algum plano que permita simultaneamente um cessar fogo e conversações que incluam, também, ajuda humanitária e, especialmente, medidas urgentes para melhorar a infra estrutura da Faixa de Gaza.

O presidente egípcio, A-Sissi, o enviado da ONU, Nicolai Meladnov  e a liderança do Hamas, estão há 3 dias realizando conversações que são compartilhadas com Israel, indiretamente.

Como sempre é muito difícil encontrar um denominador comum, pois Israel exige como parte dos entendimentos, a devolução dos restos mortais dos dois soldados caídos em Tzuk Eitan, há 4 anos, e a libertação de dois cidadãos israelenses que atravessaram a fronteira por engano e estão presos em Gaza. O Hamas exige a libertação de dezenas de terroristas libertados na troca com Shalit e que foram presos, novamente, em ações terroristas.

Por outro lado, a Autoridade Palestina, não colabora com as intenções dos pacificadores se não for incluída nas conversações como a autoridade governamental de Gaza, o que só existe no papel, não na realidade.

Nem Israel nem Hamas estão interessados num outro conflito bélico que não leva a nada e Israel tem muito o que oferecer a Gaza, na reconstrução da sua infraestrutura – água, eletricidade, esgoto, gás e o restabelecimento de suprimentos alimentares e médicos.

Tudo em troca de sossego na fronteira, cessar fogo longo e a devolução dos cidadãos e dos dois mortos. Mesmo com tantas vantagens, o Hamas ainda não aceitou a proposta.

A LEI DA NACIONALIDADE
Sábado à noite  foi realizada na Kikar Rabin em Tel Aviv, a manifestação de protesto contra a lei, organizada pela comunidade drusa  com a participação de mais de 90 mil drusos e judeus, que deixaram claro que os drusos são parte integral do povo israelense, sem nenhuma distinção.

Dezenas de ex- alta patentes do Exército, do Mossad e do Serviço de Informações israelenses compareceram para expressar o seu apoio aos drusos, que não exigem nada além de igualdade.

Não são contrários ao ítem que declara que Israel é o Lar Nacional do Povo Judeu, muito pelo contrário, e isto foi demonstrado por fidelidade incondicional ao país, mesmo antes da criação do Estado de Israel.

Só duas bandeiras foram vistas nas mãos dos presentes: a bandeira de Israel e a bandeira da religião drusa. A assembleia foi encerrada com o hino de Israel: Hatikvá !

OLIMPÍADA DE FÍSICA
Existe isso, sim! E a última foi realizada em Lisboa, Portugal, na semana passada.  A seleção de jovens israelenses que participou do evento, trouxe duas medalhas de ouro e três medalhas de prata!
Kol HaKavod para os jovens amantes das ciências !

PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO
A intolerância religiosa dos muçulmanos radicais atinge também os cristãos. 12 mil cristãos que tiveram que fugir do Iraque para a Jordânia para escapar da morte certa nas mãos do Daesh, perderam todos os seus bens e posses na fuga.

A ajuda aos refugiados está sendo mantida por uma ONG israelense, dirigida pelo rabino Ichiel Akshtein, que com a colaboração de um padre inglês e doações de evangelistas, presta tratamento médico, alimentação e pagamento dos alugueis. Contudo, não se pode divulgar que os refugiados recebem ajuda de Israel.

JERUSALEM EM FOCO – PARADA GAY


Apesar das pressões religiosas  foi realizada na 5ª feira passada, o tradicional desfile, o 17º de Jerusalém. O calor escaldante não impediu que mais de 20 mil participantes percorressem o longo trajeto até o Gan Hapaamonim (Jardim dos Sinos ).

Em 30 de outubro  serão realizadas em Israel eleições municipais  e em Jerusalém, pela primeira vez, o número de candidatos à prefeitura ultrapassa a seis e pela primeira vez, também, um árabe palestino, residente na parte oriental da cidade vai concorrer ao pleito. Entretanto nenhum dos candidatos compareceu ao evento .

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE JERUSALÉM
Dois filmes israelenses foram os grandes vencedores do Festival: Hapará Adumá ( A vaca vermellha) e Hatzlilá ( O mergulho), ambos pela melhor história e por serem o primeiro filme dos diretores. Certamente vão pensar que houve proteção. Não, o Juri é internacional. Devem ser bons os filmes.

TURISMO EM ISRAEL
Nos ultimos dois anos houve um aumento sensível do turismo para Israel: 40% . Em 2016 um pouco mais de 2 milhões de turistas visitaram Israel. Em 2017 o número ultrapassou aos 3 milhões e este ano, 2018, a previsão é de mais de 4 milhões.

Os números demonstram que esta quantidade de turistas não é de judeus. A maioria é de americanos, seguidos dos russos e em terceiro lugar os franceses.

A maioria é jovem e busca além do turismo, praias, boa comida e bebida, além de divertimento. Nestes números estão incluídas as peregrinações aos lugares santos do Cristianismo.

É interessante notar, que os evangelicos organizam visitas de jovens a Israel, nos moldes do Taglit, orientadas para conhecimento arqueológico da época do Tanach.

DE VOLTA  À GAZA

Lea Goldin e Zehava Shaul as mães dos soldados caídos em Gaza

O gabinete ministerial de segurança se reuniu no domingo e durante 5 horas discutiu as propostas dos mediadores egípcios e da ONU. Oficialmente nada foi informado. O grande problema no momento  é a oposição das famílias dos dois soldados, Goldin e Shaul, que acusam Netanyahu e seu governo de aceitar as condições do Hamas de não incluir nas negociações a devolução dos corpos dos seus filhos.

Há 4 anos estão mantendo uma campanha na mídia, inclusive no exterior, cujo tema é a crueldade com que o Hamas se nega a devolver os mortos e os dois cidadãos raptados. A falta de notícias leva a crer que as conversações estão estagnadas.

O presidente da Autoridade Palestina, Abbu Mazzen, continua sendo um fator negativo nas tentativas de um acordo interno entre as duas facções palestinas mais importantes: Hamas e Fatach.

Apesar da insistência egípcia em convencer o eterno presidente a ceder, transferir para o Hamas, parte dos salários dos funcionários, o que traria uma melhora na situação econômica de Gaza, Abbu Mazzen, mantem-se intransigente.

Outro sinal de que as conversações estão congeladas  é a viagem de Nicolai Meladnov, o enviado da ONU, que saiu para as suas férias anuais. Se houvesse alguma coisa quente, ele não abandonaria a arena.

Ponto final.

Uma coisa é certa: se não for conseguido um cessar-fogo, estaremos brevemente diante de um novo conflito armado.

SHALOM ME ISRAEL

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