Escolha de manchete

 

Bandeira com símbolo nazista nas manifestações dos palestinos em Gaza

Qual deve ser o critério para escolher a manchete quando tenho que decidir entre Gaza e Síria ?
Em Gaza, na 6ª feira, continuaram as manifestações dirigidas pelo Hamas, calcula-se que 10 mil participaram, 1/3 do número  da semana passada.

Foram mortos nove palestinos, um deles, jornalista que fazia cobertura da Marcha de Retorno e mais de 200 foram feridos, por tiros ou por gás lacrimogênio.

Na Síria, sábado, as tropas de Assad bombardearam a cidade de Duma, ao leste de Damasco, usando gás letal Sarin ou Cloro. Mais de 200 mortos, mulheres, crianças e idosos que estavam em abrigos anti aéreos, não em manifestações contra o governo sírio. Também, um hospital foi atingido. As fotografias são difíceis de serem vistas. Horrível.

Em Israel, a Tzavá abriu inquérito para averiguar como foi atingido o jornalista, que usava o colete de jornalista onde a palavra PRESS é bem visível.

Segundo as fontes militares, o jornalista estava controlando um drone que sobrevoava as tropas israelenses, que poderia estar equipado com armas ou explosivos. A família do morto, diz que ele não tinha nenhum equipamento alem de fotográfico e acusam Israel de uso sem controle de armas quentes.

Nas manifestações de sexta feira, que se estenderam por cinco pontos centrais ao longo da fronteira, os palestinos usaram como meio de defesa, fumaça gerada pela queima de milhares de pneus que cobriu a região com uma espessa camada preta, que dificultou bastante a visibilidade dos atiradores de elite, além de grande prejuízo para o meio ambiente.

É preciso lembrar que os ishuvim do sul de Israel distam poucos quilômetros da fronteira e a Tzavá tem que usar todos os meios para impedir que terroristas atravessem a fronteira e possam chegar aos moshavim e kibutzim para concretizar ataques de terror.

É uma situação muito complexa, pois Israel não tem interesse em levar o Hamas a uma encruzilhada cuja saída será o lançamento de foguetes sobre Ashkelon, Beer-Sheva e Jerusalém.

O conflito contínuo na fronteira com Gaza atrai jornalistas de todo o mundo, mas também especialistas em confrontos com movimentos terroristas e neste fim de semana foi entrevistado no local um coronel britânico, Richard Kamp, que veio observar de perto os acontecimentos.

Foi claro e direto nas suas conclusões: as manifestações não são inocentes, nem pacíficas, nem populares. São bem organizadas com todas as características de movimentos terroristas, acrescentando que nenhum país pode tolerar semelhante ameaça às sua fronteiras.

Segundo os informantes do Hamas, as manifestações continuarão até 15/5 e até lá, a cada semana será escolhido um tema.

Na 6ª feira passada o tema foi a queima de pneus; para a próxima semana está programada a queima de bandeiras de Israel. Por falar em bandeiras, na última manifestação foram vistas bandeiras com a cruz suástica nazista.

ESCÂNDALO NAS COMEMORAÇÕES

A dupla Bibi e Miri

Pela 1ª vez, as comemorações do Yom Haatzmaut estão sendo precedidas de discussões feias, políticas, que não deveriam fazer parte do Dia da Independência.

O auge das comemorações é a cerimônia realizada no Monte Hertzl que é tradicionalmente auspiciada pelo presidente da Knesset, na qual figuras expoentes no desenvolvimento de Israel  são convidadas para acender tochas, cada uma no seu campo de trabalho, estudo, arte  etc.

Este ano, a ministra da Cultura e Esportes, Miri Regev, que é a responsável pela Comissão de Eventos da Knesset, decidiu que Netanyahu iria participar e discursar no evento, o que é uma exceção ao protocolo como também o presidente Rivlin, que recusou o convite.

O atual presidente da Knesset, Yuli Edelstein, também do Likud como Netanyahu, comunicou de imediato que em sinal de protesto não iria comparecer à cerimônia. Desde então a discussão nada parlamentar tem ocupado as manchetes.

Agora para completar o quadro, a ministra da Cultura anunciou que o presidente da Honduras, Juan Orlando Hernandez, virá a Israel como convidado a participar da cerimônia e acenderá a tocha dedicada ao Ministério do Exterior .

A imprensa não calou: que escândalo, convidar um político considerado no seu país como corrupto e acusado de falsificar as últimas eleições, nas quais foi reeleito.

Nas redes sociais já corre um vírus: desligar a TV durante o discurso de Netanyahu. A esperança é que tenhamos uma comemoração normal, sem tantas divergências, que os líderes consigam encontrar uma solução para o impasse e o povo possa se alegrar nesta grande festa.

ZIG-ZAGUE – ALEGRIA DE POBRE DURA POUCO
Na edição passada informei com otimismo sobre o anúncio do primeiro ministro em entrevista coletiva à imprensa, que havia sido encontrada uma solução razoável para o problema da infiltração ilegal de dezenas de milhares cidadãos africanos, da Eritreia e Sudão, principalmente.

Alguns alegam que vieram em busca de asilo político, mas a maioria chega em busca de trabalho. Segundo Netanyahu  que estava acompanhado do Ministro do Interior Arieh Deeri, Israel havia chegado a um acordo com a Comissão para Refugiados da ONU e que países do ocidente receberiam metade dos refugiados que estão em Israel.

Risquem tudo ! Seis horas e 45 minutos após, sob pressão de ministros da coalizão, em especial Benet (Bayt Hayehudi ) e Kachlon (Kulanu), que não tinham nenhum conhecimento sobre o acordo, ficou o dito como não dito e não existe mais nenhum acordo com a ONU. Tudo voltou à estaca zero .

A ALEGRIA DUROU APENAS 6 HORAS E 45 MINUTOS.

CHOL HAMOED PESSACH
A semana de Pessach, entre o primeiro e último dia do Chag, é um período de férias escolares e também grandes firmas e fábricas, adotam o sistema de férias coletivas nesta data.

É o início da primavera, o clima ameno com uns dias de calor que não atrapalha o programa  e Am Israel (o Povo de Israel) sai para passear.

Quem pode vai para o exterior e as Agências de Turismo trabalham à todo vapor com muita antecedência, preparando excursões para mil lugares atraentes.

Quem não pode, fica em Israel e lota os hotéis, os parques e as reservas naturais do país, que são muitos e lindos.
A cada dia os noticiários informavam que 150 mil, 200 mil pessoas visitaram os locais, além das praias, festivais artísticos, artesanais e milhões de programas oferecidos à escolha do povo.

As praias do Kineret recebiam entre 15 a 20 mil turistas por dia, apesar de que o lago está muitos metros abaixo do nível normal, mas não incomodava a ninguém.

A novidade este ano foi a proibição do uso de alto falantes para ouvir música, o que trouxe mais famílias para este recanto lindo de Israel.

O norte foi o foco de maior atração como sempre : tem mais água .
Até o próximo Pessach!

MAIS UMA VEZ
Fontes de informação internacionais e o ministro do Exterior russo anunciaram que a base aérea T-4 , no distrito de Homs, Síria, foi atacada por aviões F-15 israelenses na noite de domingo para segunda-feira (8-9/4) deixando 14 mortos entre os quais pelo menos 4 militares iranianos. Não foi informada a cidadania dos outros 10, pois nesta base atuam efetivos de várias nacionalidades.

Israel não fez nenhuma declaração, mas fontes fidedignas americanas anunciaram que aviões israelenses atacaram a base aérea síria e que Israel, inclusive, comunicou previamente ao governo americano.

Dizem os informantes, que 8 aviões israelenses dispararam foguetes contra o alvo, quando sobrevoavam território libanês e que cinco disparos foram interceptados pelas baterias anti aéreas sírias e três atingiram parcialmente a base.
Os Estados Unidos e Israel apelaram para o Conselho de Segurança da ONU, que deverá se reunir para debater a acusação contra Assad pelo uso de armas químicas contra população civil. Síria e Rússia afirmam que a notícia é inverídica .

YOM HASHOÁ VEHAGVURÁ
Nesta semana,  dias 11 e 12, recordaremos os seis milhões de judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial.

Em Israel, mais de meio milhão de pessoas se reúnem neste dia para lembrar as vítimas do Holocausto.
Há vários anos, um grupo de descendentes de sobreviventes, deu início a um projeto denominado “zicaron basalon” , ou seja, ” lembrar no salão”, o que significa promover encontros em casas particulares onde os presentes ouvem um depoimento vivo de sobreviventes.

O projeto teve muito êxito  e milhares de famílias oferecem suas casas para estes encontros de recordação, não só ouvindo as histórias mas debatendo sobre o significado do Holocausto nos dias de hoje.

O PODER DA IMPRENSA LIVRE


Na 2ª feira , 9/4 , a mídia israelense informou que o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez comunicou à ministra Miri Regev, que agradece muito ao convite, mas devido às críticas dirigidas à sua pessoa, decidiu não comparecer à cerimônia no Monte Hertzl.
Fez muito bem!

DIVAGAÇÕES SOBRE O CLIMA
Em abril, a loucura de março continua. Calor, frio, chuva, diferenças de 10° a 15 ° da noite pro dia !
Por hoje é só

SHALOM ME ISRAEL !

Comente