Entre Rosh Hashaná e Sukot

Na fronteira com Gaza, as manifestações violentas voltaram à estaca inicial. A impressão de calmaria em consequência das conversações iniciadas pelos egípcios com a colaboração do Hamas e de Israel  foram truncadas pela intransigência de Abbu Mazzen, que não conseguiu encontrar uma posição influente, acima da concordância dos líderes de Gaza.

Mazzen exige ser reconhecido como presidente da Autoridade Palestino, não só no seu território, mas também em Gaza, mas as negociações internas entre Fatach e Hamas não resultaram em nenhuma concordância.

Abbu Mazzen sentiu que seu prestígio estava em declínio e aumentou as sanções econômicas contra o governo de Gaza o que vem agravando a crise humanitária que a população vem sofrendo há anos.

Abbu Mazzen paga bilhões de shekalim às famílias dos terroristas mortos e aos que estão cumprindo longas penas de prisão em Israel e declara que é contra a violência e atos de terror, que é à favor de conversações para a Paz, mas há 13 anos está no poder e ainda não concretizou suas palavras.

O Hamas, também, está em declínio com o insucesso das conversações medidas pelo Egito e voltou a incentivar as demonstrações de violência junto à fronteira com Israel.

Há 3 semanas  conseguiu trazer 4.5 mil manifestantes. Na 6ª feira seguinte, 7 mil e na última 6ª feira, mais de 10 mil!

O povo de Gaza está desiludido, desesperançado, não tem presente e nem vê futuro. São reféns nas mãos dos líderes, pois não tem forças para se rebelar e a única saída é obedecer e se rebelar contra Israel.

Os incêndios provocados por balões  vem se repetindo, embora em menor proporção, bem como as tentativas de ultrapassar a fronteira.

Ary Fold

Durante este período de festas, as forças israelenses de segurança estão de prontidão permanente e vários incidentes foram registrados inclusive um ato terrorista na região de Gush Etzion, onde um jovem palestino de 16 anos, esfaqueou um colono num centro comercial, que veio a falecer antes de chegar ao hospital. O terrorista foi ferido, aprisionado e transferido para o hospital em Jerusalém.

Outro incidente sério  foi o ataque da aviação israelense à hangares e depósitos na área do aeroporto de Damasco onde estavam armazenados armamentos sofisticados recém chegados do Irã e esperando transporte para as mãos do Hesbollah.

No mesmo espaço aéreo, quatro aviões de combate israelense e um avião de espionagem russo. As baterias antiaéreas sírias atiram e atingem o avião russo. Erro de cálculo e 15 tripulantes do avião russo perdem a vida.

Todos culparam Israel, logicamente, mas a força aérea israelense é muito bem monitorizada e os filmes de todo o percurso do voo pode provar que o erro foi sírio. Contudo, o comandante da força aérea de Israel foi à Moscou acompanhado por oficiais do alto comando aéreo para um encontro com seus pares soviéticos, que receberam as provas concretas que Israel não teve culpa no incidente.

Mesmo assim, a Rússia continua declarando que Israel teve culpa no incidente, o que veio estremecer os entendimentos entre Putin e Netanyahu.

Durante os últimos meses nos quais Israel tem destruído depósitos de armamentos destinados ao Hesbollah, os russos respeitaram o acordo com Israel, no qual ambos os países reconhecem o direito de defesa dos seus interesses.

É possível que a tensão atual traga alguma mudança nestes entendimentos. O parlamento continua em recesso até o final dos chaguim, em 1º de outubro, Simchat Torá, de modo que o noticiário político é mínimo.

Na próxima semana o cenário político será mais interessante .

Desejo aos nossos leitores e a toda equipe do Nosso Jornal, um Chag Sukot Sameach .
SHALOM ME ISRAEL

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