Depois da tempestade…

…Não veio a bonança, como está escrito no famoso livro. Os dias 14 e 15 de maio 2018  ficarão na memória do povo de Israel e dos palestinos de Gaza, estes últimos, por serem iludidos pelos seus líderes e morrerem por uma causa perdida em 1947 e os primeiros, por terem que continuar lutando há 70 anos, pelo direito de existir.

Enquanto pelo mundo condenam Israel por matar civis que, espontaneamente, se lançam contra a cerca que separa os dois povos, Salach al- Barduili, porta-voz do Hamas, declara em alto e bom tom, que o heroísmo e o sacrifício dos seus combatentes não será em vão: entre os 60 mortos na batalha, 50 eram terroristas do Hamas.

A mídia internacional não publica, a Comissão de Direitos Humanos da ONU não toma conhecimento e o povo de Gaza, vítima das mentiras e da irresponsabilidade da sua liderança, continua a sofrer e a ser lançado à morte sem outra escolha.

Fontes não oficiais informam que Qatar e o Egito, separadamente, tem pressionado o Hamas a interromper a onda de violência e aceitar iniciativas de ajuda humanitária. Os hospitais locais não tem condições de tratar de tantos feridos.

Israel aceita a participar da iniciativa.

Sima Kadmon, conceituada analista e publicista publicou no jornal Yediot Aharonot, que a diminuição sensível do confronto em Gaza se deve à intervenção do chefe do Serviço de Informação egípcio, Kamal, que no auge da violência na 2ª feira, enviou um helicóptero a Gaza com a finalidade de trazer Ismael Hanieh, líder do Hamas, ao seu gabinete no Cairo.

“Nós sabemos exatamente o que que vocês fazem”, disse Kamal. “Temos provas de que vocês pagam aos jovens e famílias (100 dolares) para morrer junto à cerca.”

O pior que Hanieh ouviu foi a ameaça que Kamal deixou clara: ” Se a violência na fronteira levar Israel a focalizar a eliminação dos chefes do Hamas – o Egito não vai intervir.”

Algumas horas depois, as cabanas foram retiradas e os jovens foram se afastando da fronteira. Liberman, ministro da Defesa de Israel, não aceita esta explicação. Diz que Hamas se curvou a força de Israel. Por enquanto na ONU, continua a discussão para a formação de uma comissão que irá investigar os acontecimentos, mas não a morte de 600 mil sírios mortos durante os 7 anos de guerra.

Por enquanto, as manifestações estão em fogo baixo, também pelo início do mês sagrado dos muçulmanos –Ramadan – na 5ª feira.

MAIS DUAS EMBAIXADAS EM JERUSALÉM

Embaixada do Paraguai em Jerusalém

Dois dias depois da inauguração da Embaixada Americana  foi inaugurada em Jerusalém, a Embaixada da Guatemala.

O presidente Jimmy Morales, veio a Israel para participar do evento e demonstrar o apoio do seu país a Israel.

Na segunda feira, 21 de maio, teve lugar a inauguração da terceira embaixada em Jerusalém – a embaixada do Paraguai com a presença do presidente Horácio Cortes.

Mais três países europeus estão estudando a possibilidade de também transferir suas embaixadas para Jerusalém: a República Tcheka, România e Hungria. Netanyahu não esconde a sua satisfação.

OUTRA CRISE DIPLOMÁTICA COM A TURQUIA

O presidente Erdogan não perde uma oportunidade para entrar em conflito diplomático com Israel. Entre todos os países árabes e muçulmanos que protestaram tanto com os acontecimentos em Gaza como com a transferência da Embaixada Americana para Jerusalém, nenhum chegou ao extremo de Erdogan.

Expulsou o embaixador de Israel de Ankara, além de expô-lo a vexame de exame de segurança no aeroporto, frente as câmeras da mídia que foi convidada a documentar o fato. Israel, também, retribuiu a falta de respeito diplomático.

Como não bastasse, o governo turco organizou passeatas de protesto contra a opressão e violência de Israel contra a população de Gaza.

Israel por sua vez, indagou ao governo turco , por que só reconhece independência para os palestinos e nega a conceder os mesmos direitos à minoria curda que vive oprimida na Turquia , Síria e Iraque.

O deputado Shmuli, da Machane Hatzionit está coletando assinaturas de deputados para trazer ao plenário a discussão do “holocausto do povo armênio ” realizado pelo exército turco durante a 1ª guerra mundial. Erdogan só vê o que é conveniente para o seu governo . É o justiceiro do mundo .

SHAVUOT

Shavuot é um dos chaguim mais bonitos , nos seus diferentes aspectos de comemoração. Representa o recebimento da Torá – CHAG MATAN TORÁ – e tem o aspecto agrícola , a colheita dos primeiros frutos –BIKURIM-.
Nos kibutzim é festejado com muita alegria com o desfile dos Bikurim, as crianças vestidas de branco e coroas de flores na cabeça.

Os bebes nascidos antes de Shavuot, também, são considerados novos frutos e são exibidos pelas mães. Este ano Shavuot caiu no domingo , de modo que o fim de semana foi longo , permitindo que as famílias pudessem passear pelas reservas naturais , praias e para os que podem , aproveitar para um “pulo” no exterior , fugindo do calor que tem ultrapassado no sul do país , os 40°!

OS COMENTÁRIOS DEPOIS DA FESTA

Um dos pontos altos da cerimônia na Embaixada Americana , foi a prece e a bênção do padre batista , Robert Jeffers, ao lado do rabino do Habad, Zalman Volovik , que também abençoou o ato.

A Vox Populi diz que não há presentes grátis  e o presente que Netanyahu recebeu foi mínimo em relação ao valor da Embaixada em Jerusalém para os evangelistas americanos, que são os fieis eleitores de Trump, que receberam realmente o presente.

PREOCUPAÇÃO NA AUTORIDADE PALESTINA

Durante uma semana, Abbu-Mazzen foi hospitalizado três vezes, pelo visto por problemas cardíacos.  Fontes palestinas informam que o presidente, 88, está com pneumonia.

Para o Fatach  é, realmente, motivo de preocupação, pois não há a vista, nenhum substituto e se ele abandonar o cargo, vai acontecer em Ramalla, a sede do governo, uma verdadeira guerra entre os que disputam a coroa. Por hoje é só.

Tivemos sexta, shabat e Shavuot no domingo. As notícias minguaram com o país festejando.

SHALOM ME ISRAEL!

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