Cenário Político


Sabemos que em política tudo é possível. Desta vez, a surpresa veio durante uma entrevista concedida pelo deputado David Bitan (Likud), na qual declarou que a atual ministra da Justiça, Ayala Shaked (foto), poderá chegar ao primeiro lugar, se concorrer às eleições primárias do Likud.

Ayala Shaked faz parte da coalizão governamental, representando o partido Habayt Hayehudi, juntamente, com Naftali Benet, ministro da Educação e líder do partido.

David Bitan, até alguns meses atrás, líder da bancada do Likud na Knesset  é um político experimentado, conhecedor de todas as artimanhas do jogo político, nem sempre muito corretas mas muito eficientes para se manter na diretiva do Likud.

Foi obrigado a deixar o cargo de liderança na Knesset, por estar sendo acusado de envolvimento em atos de corrupção, mas nem por isso deixou de continuar dando as cartas dentro do Likud.

Segundo Bitan, Ayala tem a possibilidade de vencer os ministros Erdan e Katz além de um terceiro candidato, Saar, na corrida pelo primeiro lugar nas eleições primárias do Likud, ou seja, ser candidato ao cargo de Primeiro Ministro caso o partido seja o vencedor nas próximas eleições, o que não está fora das cogitações.

Ayala ainda não se manifestou, nem Benet, mas esta é realmente uma reviravolta política, se for verdadeira.

ABALOS SÍSMICOS
Desde o último dia 4 , Israel tem passado por tremores de terra repetidos. Neste dia, ocorreram seis episódios, cujo centro sísmico se encontra na área do lago Kineret e da cidade de Tiberíades.

Nos dias seguintes , 5-6-7 e 8 /7 o fenômeno se repetiu, assustando a população do norte do país, embora os abalos tenham sido fracos, entre 3 a 4,5 na escala Richter.

Especialistas no assunto acalmaram os ânimos, explicando que a repetição dos tremores de terra não levam obrigatoriamente, a um terremoto de maiores proporções.

O fato de que Israel está situado ao longo da Fenda Síria-Africana, que é do ponto de vista geológico propensa a abalos sísmicos, sempre deixa a população bastante preocupada. Vamos ser otimistas e confiar na opinião dos especialistas.

AQUECIMENTO NA FRONTEIRA COM A SÍRIA

Campo de refugiados sírios junto a fronteira de Israel

Mais do que os tremores de terra, os acontecimentos no sul da Síria, sim, causam preocupação. O Chefe do Estado Maior das FDI , general Ayzenkot , inspecionou a região que está sendo palco de conflitos bélicos entre as tropas do exército sírio e outras e as milícias da oposição.

A luta na província de Daara, resultou no deslocamento de 320 mil sírios que tiveram que abandonar suas casas e fugir em direção ao sul para se livrarem do ataque às forças de oposição ao governo.

São agora mais 320 mil refugiados bem próximos à fronteira de Israel, o que representa realmente um perigo para o país, que de um lado não pode deixar de dar ajuda humanitária a estas famílias, mas por outro lado, não pode permitir que estes refugiados atravessem a fronteira.

O próximo passo de Assad  com apoio russo e iraniano, será ocupar novamente a parte síria das Colinas do Golan, que será um fator de risco bélico, uma vez que os sírios não concordam com a presença da força da ONU para fiscalizar a região.

É possível que o encontro entre Netanyahu e Putin, na próxima 4ª feira em Moscou, tenha sido marcado exatamente para debater sobre “o dia depois “ da concentração de tropas de Assad ao lado da fronteira com Israel, pois em 1974, após a guerra de Yom Kipur, foi assinado um acordo entre os dois países – Síria e Israel – que determinava uma faixa de separação das fronteiras que seria fiscalizada pelas Forças de Paz da ONU. Esta questão é fundamental para a segurança de Israel.

ABBU MAZZEN (MAHMUD ABBAS) NAS MANCHETES
O presidente da Autoridade Nacional Palestina -ANP- está no poder desde 2005 quando foram realizadas as últimas eleições em Gaza e na Cisjordânia  para um período de 4 anos, tanto para a presidência como para o Parlamento Palestino.

A meta seria formar um governo de coalizão, pois em Gaza o Hamas obteve a maioria de votos e na Cisjordânia, o Fatach elegeu a maioria dos representantes para o Parlamento e para a presidência.

Houve uma única tentativa de formar uma coalizão, que não teve sucesso e desde então, na realidade existem dois governos palestinos, o do Hamas em Gaza e o oficial em Ramalla, cujo presidente é Abbu Mazzen.

Acontece que durante estes 13 anos de uma realidade política paralisada,todas as tentativas de reinício das conversações com Israel foram fracassadas. Todas as iniciativas americanas, europeias e mesmo árabes tiveram o mesmo destino.

Atualmente, Abbas, 83, está desgastado politicamente não só entre os palestinos mas também no panorama internacional. Além do mais, aparenta estar doente e nos últimos meses já esteve em internação hospitalar várias vezes. Sua atuação como presidente da ANP é muito criticada em todo o complexo palestino.

O problema é que não existe legalmente um substituto para ele e eleições exigem preparo, candidatos elegíveis – que não sejam terroristas – ou que estejam presos nas penitenciárias de Israel, além de orçamento financeiro.

Como não houve eleições deste então e como o parlamento nunca se reuniu, não se criou um debate político que permitisse o crescimento de novos líderes num período tão longo de estagnação política.

Diante da possibilidade de uma nova iniciativa americana, como anuncia Trump, Abbu Mazzen está sentindo que a terra não está firme sob os seus pés e está tentando reabilitar o ex- primeiro ministro Salam Fiad a voltar a exercer o cargo, embora todas as manobras políticas sejam ilegais, simplesmente, para ter em que se apoiar até que a queda seja inevitável.

NOVO ATAQUE
Fontes oficiais sírias anunciaram que aviões israelenses voltaram a atacar a base T-4 , junto a Homs, onde estão concentradas tropas iranianas. De acordo com as informações houve vítimas entre os militares iranianos sediados nesta importante base.

Israel como sempre silencia. As mesmas fontes informam que armas anti aéreas atingiram um avião israelense.

Para finalizar, um N.B.: finalmente li no jornal O Globo na edição de domingo uma matéria sobre o problema israelo-palestino.

Deve ser consequência dos resultados da Copa. Restou espaço.

SHALOM ME RIO

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