As Manchetes

Ytzhak Herzog, novo presidente da Agência Judaica, ao lado de Natan Sharansky, atual presidente.

Novamente várias estrelas brilham como manchete na mídia israelense.

Trump, continua sempre gerando notícias, seja com a Coreia do Norte, seja com os imigrantes mexicanos nos últimos dias, escandalizando a opinião pública com a separação entre pais e filhos. Inaceitável.

Netanyahu e os interrogatórios e depoimentos que já vem se prolongando demasiadamente, é assunto diário. Na semana passada foi acareado durante 5 horas, mas ainda não chegou na reta final.

E como não a Copa do Mundo? Embora a seleção de Israel como sempre , não tenha sido classificada , a participação popular é total.

O canal 11, oficial, comprou os direitos de transmissão de todo o torneio e transmite inclusive para os países árabes da região, que não quiseram arcar com os custos de tal empreendimento , embora quatro países estejam participando da Copa: Arábia Saudita, Egito, Marrocos e Tunísia.

A salada de nacionalidades que compõe a sociedade israelense, transforma todos os dias de jogos em festa, pois os brasileiros, russos ( mais de 1 milhão), franceses, marroquinos, etc, etc, torcem pelos times dos seus países de origem e se reúnem para torcer juntos, em Pub’s, praças públicas ou em casa com amigos.

O famoso cantor e compositor Shlomo Artzi , que às 6ªs feiras publica uma coluna no jornal Yediot Aharonot, escreveu na semana que precedeu o início da Copa, que uma vez a cada 4 anos, os homens têm direito à férias conjugais e familiares.

Querem ter o direito de assistir os jogos com os amigos, acompanhados de muita cerveja bem gelada, quilos de “pitzuchim” – amendoim, sementes de girassol, de abóbora e todos os tipos de salgadinhos típicos do país, que deixam em volta toneladas de cascas, gritar, sofrer e se alegrar sem receber críticas das mulheres ou de dar mal exemplo para os filhos.

Aconselha às mulheres a viajarem com os filhos para alguma ilha do Pacífico e só voltar no final do campeonato.
Outros, que não podem financiar tal ônus financeiro, prometem às mulheres um cartão de crédito para despesas nos shoppings com as crianças.

O importante é deixa-los aproveitar estes momentos de alegria inteiramente livres!

Diga-se de passagem, que em Israel, no cômputo geral, o Brasil é o time preferido. Na última Copa a decepção com o desempenho da seleção brasileira foi total, parecia o fim do mundo. Todos esperam que desta vez o Brasil leve a Copa.
Amen!

GAZA
O mês de Ramadan terminou, as 5 mil pipas não funcionaram, mas de qualquer forma, ajudados pelo clima quente e seco, os palestinos continuam causando grandes prejuízos não só á agricultura dos kibutzim da região como também ecológicos.

As florestas, todas plantadas pelo KKL  e as poucas reservas naturais existentes na região, destruídas, os animais morrendo não só asfixiados pela fumaça como também pela falta de água para beber, representam um golpe sério para o trabalho de mais de 70 anos.

Não existe ainda uma tecnologia que possa vencer a simplicidade de uma pipa. A única forma de impedir que elas cheguem aos campos plantados, seria atingir àqueles que as soltam, o que é proibido pelas leis internacionais , pois pipa incendiária ainda não foi catalogada como arma.

Israel tem usado a sua aviação para atacar postos militares do Hamas que também revida e na semana passada enviou 45 misseis e morteiros para os ishuvim em torno de Gaza. Alguns danos materiais.

É um círculo vicioso, uma guerra de desgaste, pois nenhuma das partes está interessada num conflito de maiores proporções. Há 4 anos tivemos a campanha Tzuk Eitan, as cicatrizes ainda estão à vista e os traumatismos ainda não passaram para o esquecimento.

Além do mais, está no ar a possibilidade de uma nova proposta americana de negociações entre Israel e os palestinos.

Tanto é verídico, que Netanyahu esteve em Rabat Aman, capital da Jordânia há pouco mais de uma semana para um encontro com o Rei Abdalla e no dia seguinte, chegou uma delegação americana, constituída pelo enviado especial do presidente Trump para Oriente Médio, Jayson Grinblat, o genro Gerard Kushnir e outros membros da administração americana, que debateram durante 5 horas o problema não só israeleo-palestino mas também regional.

Abbu Mazzen continua recusando qualquer contato com os americanos desde a transferência da Embaixada Americana para Jerusalém.

Acredito que tanta energia não será dispendida quando a possibilidade de uma guerra está próxima. O que se comenta em fontes fidedignas , é que o momento atual deve ser dedicado às negociações dos USA com a Coreia do Norte e só depois, talvez em agosto ou setembro, as novas negociações entre Israel e palestinos entrarão em ritmo acelerado.

Em Israel, como sempre, os acontecimentos se sucedem com muita rapidez e as crises políticas na coalizão adormecem por algumas semanas e repentinamente despertam como um toque de cornetas militares. É o que está sucedendo com a Lei do alistamento Militar .

Na Knesset anterior, quase derrubou o governo e os debates foram adiados para que a redação da lei passasse pelo crivo das autoridades militares, segundo exigência do ministro da Defesa, Avigdor Liberman.

Agora, na abertura dos debates de verão no plenário, a Lei retorna com as mesmas ameaças dos partidos haredim, de votar contra o governo.

As pesquisas de opinião pública não estimulam os partidos religiosos ortodoxos, nem a maioria dos demais partidos a correr para antecipar as eleições. Só Netanyahu, com todos os processos, continua firme com 30 mandatos, de modo que é possível que os ortodoxos tenham que engolir algumas rãs nos itens da lei, que não concede a todos os jovens haredim a não se alistar.

Quem dedicar sua vida a estudar Torá apenas, será liberado, mas os que trabalham ou estudam fora das Yeshivot, que dividam com todos os cidadãos os deveres de garantir a segurança do País .

EUROVISION
Parece incrível, mas até ganhar o 1º lugar no maior concurso da canção, promovido pela European Broadcasting Union, a Eurovision, tornou-se um problema para Israel.

Este concurso de canções teve início em 1956, baseado no Festival de San Remo, Itália, e se repete a cada ano, no país cuja canção foi a premiada.

O sistema de votação já foi modificado várias vezes  para impedir que pressões políticas ou outras tivessem influencia na escolha da melhor canção.

Israel, embora não sendo um pais europeu tem participado sempre e já ganhou o primeiro prêmio 3 vezes, a última vez, este ano, quando o festival foi realizado em Lisboa.

Assim sendo, o próximo concurso, em maio de 2019 deverá ser realizado em Israel, não, obrigatoriamente, na capital, Jerusalém.

Mas, para variar, a célebre ministra da Cultura Miri Regev, já começou a se intrometer onde não deve. A Eurovision é um empreendimento complexo, sério, pois se destina a uma audiência de 1/6 da população mundial e tem um regulamento que tem que ser cumprido por todos os países participantes – são 43 no total – principalmente no que toca ao país no qual se realiza a competição.

São exigidos um número determinado de ensaios, o local da realização, acesso, mil e um detalhes técnicos necessários ao sucesso de uma realização desta proporção.

É claro que Jerusalém não é a cidade indicada para local do festival, que é realizado no sábado às 22 horas, o que exige infração do Shabat, o que não é aceito pelos partidos religiosos que participam da coalizão governamental.

Muito bem, Tel Aviv, Haifa, são cidades grandes que oferecem todas as condições para ser sede do festival. As discussões que vazaram para a mídia internacional, já levaram a direção do evento, a cancelar a sua realização em Israel.

Netanyahu está empenhado em respeitar o regulamento da Eurovision  para que seja, sim, realizado em Israel e comunicou à ministra em questão, que a rede de Rádio e TV de Israel são as responsáveis perante a Rede Europeia e não ministros ou políticos.

O festival atrai milhares de turistas que gostam do gênero festivais musicais, além da possibilidade de fazer turismo numa região tão próxima e tão diferente da Europa. Desta vez, concordo com Netanyahu.

ELEIÇÕES NA SOCHNUT -AGÊNCIA JUDAICA
O Conselho Administrativo da Agência Judaica, elegeu o deputado Ytzhak Herzog (Avodá), para o cargo de Secretário Geral da Sochnut, apesar da oposição de Netanyahu, que gostaria de ver alguém do Likud na direção desta importante organização, que concentra os judeus de todo o mundo.

Herzog, realmente, merece e será um dos melhores líderes da entidade nos últimos tempos. Sério, honesto, eficiente e profundo conhecedor da história e tradições do povo judeu. Parabéns! Mazal Tov!

TZAHAL X BALÕES EXPLOSIVOS
Neste fim de semana, depois de 16 incêndios na região da fronteira com Gaza, aviões israelenses atacaram veículos carregados de balões com carga explosiva que estavam sendo levados para a fronteira de Israel. Talvez seja uma forma de diminuir a intensidade dos incêndios.

Cerca de 7 mil km² de área agrícola e reservas naturais já foram destruídas por incêndios causados por pipas e balões.

VISITA REAL
O príncipe Williams já iniciou sua visita ao Oriente Médio, na Jordânia. Interessante notar a orientação política do governo inglês, quando informa à imprensa que, em Israel, o príncipe visitará Jerusalém ocidental e a cidade velha e os lugares sagrados como o Monte das Oliveiras e os demais, são parte da visita a Autoridade Palestina.

Em resumo, Israel reuniu as duas partes da cidade depois da Guerra dos Seis Dias. A Inglaterra ainda não aceitou o fato e continua dividindo Jerusalém em duas.
Nada diplomático.
Por hoje é só, fica o meu protesto .
SHALOM ME ISRAEL -RIO

Um comentário

  1. Manoel Adler
    Manoel Adler 28 de junho de 2018 at 21:08 |

    parabens

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