A porta do inferno

Tal como estava previsto foi realizada a “Marcha do Retorno”, na 6ª feira, 30 de março, que assinalou o “Dia da Terra” e do direito dos palestinos de retornar às terras que foram “tomadas” pelos israelenses.

A liderança do Hamas havia anunciado que a manifestação era expontânea, organizada e dirigida pelo povo e não pelo governo ou pelas forças militares e seria pacífica.

A previsão do Hamas dizia que 1 milhão de cidadãos, a metade da população de Gaza, participaria da Marcha mas em seguida se conformaram com 100 mil.

Em todas as previsões e afirmações muitas inverdades foram a realidade. O número de participantes foi bem menor, entre 25 a 30 mil, o que decepcionou bastante aos verdadeiros organizadores, que investiram, segundo fontes fidedignas, 10 milhões de dólares para pagar os ônibus que deveriam transportar esta quantidade de pessoas de todos os pontos da Faixa de Gaza até a linha de fronteira com Israel, montar centenas de tendas para abrigar as famílias, preparar uma infra estrutura que incluiu instalações sanitárias e até ambulatórios médicos para dar assistência médica caso fosse necessário.

Em Israel atribuem o fracasso numérico ao fato de que os habitantes da Faixa de Gaza não acreditam nos seus líderes, nem na possibilidade de resolver problemas de extrema gravidade como os quais se defrontam através de manifestações contra Israel.

Israel usou durante a semana que precedeu a Marcha, todos os meios de divulgação para deixar bem claro que quem se aproximar ou tentar ultrapassar a fronteira estará correndo risco de vida, que nenhum país pode permitir invasão do seu território sem tomar medidas de defesa.

Na verdade, a manifestação não foi pacífica nem popular, ativistas e combatentes do Hamas participaram, tanto que o próprio Hamas anunciou que entre os 16 mortos durante o incidente, cinco eram membros do seu ramo militar.

Segundo as informações dos órgãos militares de Israel, 10 entre os 16 mortos eram terroristas. As fotografias provam.

Houve tiros, apedrejamento, lançamento de garrafas Molotov e pneus em chamas, que não são atos pacíficos. Está claro que não existe um equilíbrio de forças entre os manifestantes e as tropas militares que defendiam as fronteiras, mas não havia nenhuma dúvida que o saldo num confronto desta natureza seria negativo para o lado mais fraco. Além dos mortos, 1.400 foram feridos.

A responsabilidade pelas vidas perdidas, todos jovens entre 18 a 30 anos, é toda dos líderes de Gaza que incitaram o povo a fazer o impossível, ou seja, enfrentar forças militares bem equipadas, enquanto eles, os líderes, se divertiam jogando futebol, tal como foi filmado e transmitido pela TV.

No sábado, a manifestação decresceu em intensidade, em torno de mil cidadãos assinaram presença sem tentar se aproximar da cerca eletrônica . Foi o dia dos enterros.

O Hamas declarou que os acontecimentos de 6ª feira são apenas o início de uma série que deverá se prolongar até 15 de maio, o dia da Nakba – a desgraça.

Israel continuará mantendo o regime de prontidão na região, na esperança de que não seja necessário intervir com o uso de armas.

Não foi um Chag Sameach.

Mudando de assunto

START-UP DE ESTUDANTES DE GINÁSIO: SpeaKiDOLL


Quatro estudantes da última série do ginásio de Kfar Hayarok, conseguiram desenvolver um projeto da boneca que ensina os bebês a falar.

A ideia foi de uma das alunas, Necia Hanukailev, baseada na sua experiência de aprender línguas que usou para ensinar sua irmã caçula a falar.

Os bebês em geral se apegam a uma boneca com a qual brincam e até dormem com ela. A ideia foi dar à boneca mais uma função: falar de acordo com uma programação que responde à visão de objetos, nos quais foi colado um selo com o código de barras.

Os pais colam em objetos da casa os selos que vem com a boneca  e quando o bebê com a boneca passa próximo ao objeto, a boneca fala, dizendo o nome do objeto: cadeira, mesa etc.

A repetição das palavras junto com a visão do objeto torna mais fácil o aprendizado da fala. Bebês desde os 9 meses de idade podem ganhar esta boneca.

Os estudantes, Necia Hanukailev, Hila Mitshnik, Noa Lazar e Ofir Dubi ficaram em 1º lugar na competição realizada pelo Ministério da Educação de Israel, na qual participaram 1.200 alunos de 150 escolas.

Com este prêmio nas mãos foram representar Israel no Campeonato Internacional de Ciências, realizado na Universidade de Beijin, China, no qual participaram 2.000 concorrentes de 26 paises, ganhando os dois maiores prêmios na categoria de Ciência de Computadores e de Indústria.
Kol Hakavod!

UM POUCO DE ESPORTE
Linoi Ashram, atleta na categoria de Ginástica Artística, novamente, se destacou no Campeonato Mundial realizado em Sofia, Bulgária, conquistando a medalha de bronze.

No Judô, um nome já conhecido, Timna Nelson Levi (57 kg), conquistou, também, a medalha de bronze no Grand Prix realizado em Tebilisi, Geórgia.

Em levantamento de peso (94 kg), o israelense Artur Mogordomov conquistou o 5º lugar no cômputo geral do Campeonato Europeu, realizado em Bucareste, Romênia, conseguindo lugar na equipe que irá representar Israel nas Olimpíadas.

VOLTANDO A GAZA
Durante o sábado e domingo, continuaram os incidentes na fronteira de Gaza com Israel.Gaza se extende numa Faixa estreita que tem 11km de extensão de fronteira com o Egito e 51 km com Israel. A área total da Faixa de Gaza é de 365 km quadrados  com uma população de 2 milhões de habitantes. É o lugar de maior densidade populacional do planeta.

Muitos confundem a Faixa de Gaza que é todo o território com Gaza, a principal cidade da Faixa. A população de Gaza é na sua maioria muçulmana sunita e habita não a cidade de Gaza que é o habitat da liderança do Hammass que vive no luxo e sim, em pequenos e dispersos povoados como Jabalia, Beit Hanun, Dir-el Balch, considerados campos de refugiados, pois a maioria dos habitantes vieram durante a guerra da independência de Israel.

Gaza passou por muitas mãos e em 1967, estava sob domínio egípcio e foi conquistada por Israel na Guerra dos Seis Dias, ficando sob governo militar até que no acordo de Oslo, foi entregue a Autoridade Palestina recém criada.

Em 2005, o governo de Ariel Sharon, decicidiu, unilateralmente, evacuar todos os ishuvim em torno de Gaza e com isso Israel se desligou da Faixa.

Mas com isso não terminaram os problemas, pois os movimentos políticos palestinos que disputavam o poder, não conseguiram até hoje chegar a algum acordo e a Faixa de Gaza passou a ser governada por uma organização terrorista – Hamas – que não aceita como governo, a Autoridade Palestina cujos dirigentes pertencem ao Fatach.

O preço das divergências entre os palestinos e a impossibilidade de se chegar a um acordo com Israel para criação de um Estado Palestino é o que estamos pagando hoje.

ÚLTIMA HORA
A rádio e a TV de Israel informam, segunda feira, 2 de abril ,  foi cancelado o esboço de exclusão de mais de 30 mil africanos que entraram em Israel nos últimos anos, ilegalmente, na esperança de serem recebidos como refugiados.

Na verdade, a maioria veio para Israel em busca de trabalho, entraram em Israel através do Sinai pagando milhares de dólares aos beduinos que vivem no deserto e ganham a vida fazendo todos os tipos de transações ilegais.

Os que não tinham dinheiro suficiente para pagar eram submetidos a atos de violência incluindo cirurgias forçadas para retirada de órgãos que seriam vendidos como pagamento pelo serviço. Muitos morreram.

Os que tentavam entrar pela fronteira egípcia, em Rafiach, eram simplesmente, baleados pelos soldados egípcios.
Esta onda migratória de homens jovens, sem família, começou há uns oito anos, quando em Ruanda e no Sudão reinava uma situação de violência entre as diferentes tribos e correntes políticas e muitos fugiram para conseguir abrigo político.

Nesta época o número de infiltrados ilegais chegou a 100 mil por ano, o que se tornou um risco para Israel, pois era impossível controlar a avalhanche de imigrantes.

A solução foi construir próximo à fronteira, no Negev, um estabelecimento semelhante a uma prisão aberta , onde eram identificados e expulsos do país o que foi alvo de muitas críticas tambem dentro de Israel .

A solução foi construir uma cerca eletrônica que impedisse a livre entrada . Esta medida foi realmente positiva e o número de infiltrantes diminuiu dràsticamente . Contudo já haviam entrado 60 mil ,dos quais uma porcentagem mínima poderia provar que era refugiado político.

Destes, cerca de 20 mil foram obrigados a deixar o país e restaram ainda entre 35 a 40 mil , concentrados em Tel Aviv , nos bairros mais pobres da zona zul da cidade criando problemas graves com a população local , que ficou indefesa diante de atos de violência praticados por uma minoria dos novos moradores que viviam nas ruas , bêbados ou drogados.

Resumindo, o governo teve que tomar providências enérgicas e entrou em acordo com os governos dos paises de origem , Ruanda e Sudão, que se comprometiam em receber seus cidadãos sem punições ou perseguições. Israel pagaria US$ 2.500 a cada um , como ajuda até que conseguissem trabalho.
Depois de muitas tentativas , ficou claro que os dois paises não cumpriram o prometido e o acordo foi rompido .

A solução seria pedir ajuda à ONU,  que desta vez aceitou o desafio eIsrael e a Comissão da ONU para refugiados chegaram a um acordo para solucionar este problem a humanitário que há anos vem convulsionando a sociedade israelense .

Na 2ª feira , o primeiro ministro Netanyahu e o ministro do Interior, Arieh Deeri, convocaram uma entrevista à imprensa, na qual anunciaram que a Comissão para Refugiados da ONU e Israel concordaram em dividir o problema: a ONU se responsabiza em “tranferir” 16.500 africanos para 3 paises que aceitaram o acordo: Alemanha, Itália e Canadá e Israel deverá resolver o status quo dos 16.500 restantes, seja como residentes temporários ou concedendo licenças especiais de trabalho, até que se chegue a uma solução definitiva.
Grande parte da população de Israel respirou aliviada.
MOADIM LE SIMCHA!
SHALOM ME ISRAEL!

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