A história se repete

Soldados da unidade tecnológica

Já há algum tempo que a onda de terrorismo individual por esfaqueamento havia passado e de repente, em uma semana, dois ataques e ambos no Shomron (Samaria). Há quem diga que quando um toma a iniciativa, encontra logo imitadores.

O fato é, que na 5ª feira, num cruzamento movimentado próximo a Shchem, um jovem palestino esfaqueou um soldado que estava de guarda, outro militar atirou na direção do terrorista sem atingi-lo, uma jovem que passava pelo local foi atingida por estilhaços das balas e o atacante fugiu. Foi pego horas depois.

A jovem foi ferida levemente e o soldado esfaqueado foi hospitalizado em estado de gravidade média. O terrorista que matou dois israelenses em Barkan, no domingo passado, ainda não foi encontrado.

Em Gaza, a situação se agrava a cada dia, pois as manifestações antes realizadas nos fim de semana, passaram a ser diárias e o número de incêndios nas áreas próximas aos kibutzim, aumentam bem como os dispositivos explosivos que tem atingido inclusive as cidades próximas de Gaza.

A Tzavá continua na luta interminável contra os túneis construídos sob a linha de fronteira e na semana passada destruiu mais um, o 15º nos últimos dois anos, que saía de Chan Yunes, com 1 km de extensão, sendo 200 m em território israelense.

O exército de Israel criou uma unidade especial para desenvolver tecnologias sofisticadas que permitam descobrir mais facilmente a localização dos túneis o que vai destruir o projeto do Hamas de invadir ishuvim, raptar civis e exigir em troca a libertação dos terroristas presos em Israel.

Não tem fim.

Na 6ª feira, as manifestações junto à fronteira foram muito violentas – granadas, dispositivos explosivos, queima de pneus cuja fumaça negra e densa dificulta muito a visão – e uma multidão calculada em 15 mil manifestantes, exige uma reação mais eficiente.

Segundo fontes palestinas, 7 mortos e mais de 100 feridos foi o saldo de uma tarde violenta. Nos últimos 6 meses, desde o início desta Marcha de Retorno em 30/3/2018, foram mortos 207 palestinos e 5.800 ficaram feridos, em vão!

A liderança do Hamas lança os jovens à frente, como ” buchas de canhão”, sabendo que não tem como enfrentar tropas cuja função é defender as fronteiras. Depois de 6 meses de manifestações, o que foi conseguido? Nada. Somente mais sofrimento para a população de Gaza.

O único meio de conseguir contornar o problema é através de conversações. Se é difícil chegar a um acordo de Paz, é possível chegar a algum entendimento para cessar fogo. Israel está pronto para apoiar todos os investimentos que possam melhorar a qualidade de vida da população . Os acordos para uma decisão final podem esperar. O mais importante agora é parar a violência que não leva a nada.

No sábado, 20 palestinos conseguiram atravessar a cerca depois que um dispositivo explosivo causou uma brecha que permitiu a passagem.

Logicamente as forças militares atiraram – três foram mortos e os restantes fugiram de volta a Gaza. Em represália , o ministro da Defesa, Avigdor Liberman, suspendeu o fornecimento de óleo Diesel para a usina elétricas de Gaza,que havia sido permitido na semana passada. E assim continua a luta.

AS MULHERES BRILHAM NAS UNIVERSIDADES
No domingo, dia 14, foi iniciado o ano letivo nas Universidades de Israel: 300.600 estudantes voltaram a ocupar as salas de aula em 62 centros acadêmicos.

Interessante notar, que as mulheres são a maioria entre os estudantes, representando 63% do total! A engenharia atrai 18,3% dos acadêmicos, seguido das Ciências Sociais, com 17,9%. Educação e Ensino, 17% e em seguida vem Administração de Empresas, Matemática e Computação, Direito, profissões Para- Médicas, Artes, Ciências Biológicas, Física, Medicina, com apenas 1,1%, Arquitetura e por último, Agricultura – 0,5%.

No último decênio , o número de estudantes árabes aumentou de 22 mil para 48 mil . Que este seja um ano proveitoso !

A KNESSET VOLTA AOS DEBATES


Depois de um longo recesso de verão, o Parlamento voltou aos debates, neste dia 15 de outubro. Embora seja a sessão de inverno, os debates serão quentes, com dois projetos de Lei que dividem os partidos e a opinião pública também: a Lei do Recrutamento Obrigatório e a Lei da Conversão. As divergências atingem inclusive os partidos da coalizão .

Atrás das divergências políticas, se esconde a possibilidade de antecipação das eleições em consequência da crise político-partidária com os haredim, que declararam que vão votar contra a lei no plenário, mas não vão desfazer a coalizão.

É sempre a mesma situação, a minoria partidária decide o que a maioria vai fazer. Outro problema pendente se refere as investigações e interrogatórios que Netanyahu está carregando, com a dúvida de ser ou não acusado de corrupção.
O ministro da Fazenda, Kachlon, declarou que Netanyahu será obrigado a se demitir, caso seja indiciado como culpado nos processos que estão em curso. Para início de sessões plenárias, há bastante matéria.
Por hoje é só.

SHALOM ME ISRAEL

Um comentário

  1. Beti Mayer
    Beti Mayer 16 de outubro de 2018 at 2:05 |

    Ótimas e interessantes matérias que nos levam a fazer parte do que ocorre em Israel.

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