A guerra moderna

No centro de Gaza, ruínas após ataque aéreo

Moshe Elad, general da reserva, especialista em relações israelo-palestinas e professor da Academia da Galileia Ocidental, Israel, publicou um artigo muito interessante sobre o assunto, no jornal Yediot Aharonot, no último dia 9 de agosto.

Explica que as guerras convencionais são muito caras  e que no Oriente Médio, Síria e Iraque levaram muito tempo para chegar a esta conclusão.

Os termos terror/guerrilha, segundo o autor, já estão fora de uso  e a terminologia moderna é ” guerrear em baixa intensidade, assimétrica e híbrida”. Exemplifica: baixa intensidade e assimétrica é o estilo do Hamas e a híbrida, que tem componentes convencionais e assimétricos  é usada pelo Hesbollah.

Nas guerras convencionais se atinge uma decisão – há um vitorioso e um perdedor, ao passo que nos conflitos entre países e organizações militares e terroristas  é raro se chegar a um final decisivo. De outro lado, não se pode dizer que uma organização terrorista representa uma ameaça estratégica a um país soberano, ele apenas incomoda.

Mas não se conhece na história, uma organização terrorista que tenha sido arrasado por meio de guerra “democrática”  ou seja por países que lutam dentro dos preceitos das leis bélicas.

É o que está acontecendo há anos entre Israel e seus inimigos terroristas –Hesbollah e Hamas. Israel tem poderio militar para destruir a ambos, mas seria uma luta assimétrica, antidemocrática em franco desrespeito às leis internacionais, de modo que estas organizações que não são nem democráticas nem respeitadoras das leis, podem decidir quando atacam e quando querem negociar um cessar fogo, dando a impressão de que são os mais fortes no conflito.

Na semana passada, entre quarta e quinta feira , o Hamas atirou mais de 180 mísseis e morteiros contra cidades de Israel. Em Sderot, cairam sete foguetes que atingiram quatro casas, deixando 17 feridos e muita destruição. Um míssel atingiu Beer Sheva.

Israel revidou, mas não em zonas urbanas, atacou 150 objetivos militares do Hamss. Esta é a diferença. Os mediadores entraram em ação para conseguir um cessar fogo, que não foi respeitado, pois neste fim de semana continuaram as manifestações na fronteira de Gaza.

Hamas quer um intervalo na luta, mas continuar o atrito na fronteira e seguir enviando balões e pipas incendiárias, o que Israel não aceita de forma alguma.

Israel só aceita cessar fogo completo  para dar continuidade a mediação do Egito e ONU  para se conseguir não um acordo de Paz, mas uma “regularização” do conflito, a longo prazo  para permitir uma restauração de Gaza.

Pelo visto, teremos que viver lado a lado por muito tempo sem Paz e sem Guerra, mas com mísseis e balões incendiários.

No domingo, o gabinete de Segurança se reuniu pela terceira vez em uma semana, o que demonstra a seriedade da situação.

MAIS UMA MANIFESTAÇÃO


No sábado à noite, os árabes israelenses organizaram uma manifestação contra a Lei da Nacionalidade, em Tel Aviv, na mesma praça onde na semana passada os drusos realizaram –Kikar Rabin.

Porém não conseguiram atrair o mesmo número de manifestantes: 20 mil judeus e árabes compareceram, mas a manifestação não contou com a mesma solidariedade recebida pelos drusos. A bandeira palestina foi desfraldada por muitos dos participantes, apesar do pedido dos organizadores  de não fazer uso de bandeiras. Mas grande parte dos árabes israelenses se considera palestino e não aceita Israel como pátria do povo judeu.

Embora tenham nacionalidade israelense e os mesmos direitos, mas não as mesmas obrigações. Não prestam serviço militar como os drusos.

Esta é a realidade de Israel. Uma sociedade dividida com muitas minorias que sonham com uma realidade inexistente.

ESPORTE


Uma atleta israelense, Lona Tzamtai-Slepter, foi a grande vencedora da corrida de 10 mil metros no Campeonato Europeu de Atletismo, realizado em Berlim, Alemanha.

Lona  nasceu no Kenia e chegou em Israel há 10 anos  para trabalhar em serviços domésticos na residência do Cônsul keniano.

No final do dia, saía para correr, pois gostava muito do esporte. Foi vista por entendidos e imediatamente convidada para treinar regularmente, pois viram na jovem um futuro promissor.

O treinador, Dan Slepter, além do trabalho profissional, também se apaixonou por Lona e depois de alguns anos, se uniram pelos laços matrimoniais.

Lona recebeu a nacionalidade israelense e foi a primeira atleta israelense a receber a Medalha de Ouro no Campeonato Europeu de Atletismo.

Kol HaKavod !!!

 NA SÍRIA, A GUERRA CONTINUA
Assad não perdoa aos seus opositores e continua a perseguição no último refúgio dos rebeldes e suas famílias, nas províncias de Haleb e Idlib. O último ataque aéreo, deixou um saldo de 135 mortos, a maioria, mulheres e crianças, completamente indefesos.

E quem protesta? A comissão de Direitos Humanos da ONU?
Ninguém.

A CRISE DA EUROVISION
Como já relatei, Israel foi o vencedor este ano da Eurovision, o maior Festival da Canção, realizado, anualmente, na Europa. De acordo com o regulamento, no pais vencedor é realizado o festival do ano seguinte, de modo que em 2019, o evento deveria ser realizado em Jerusalém ou Tel Aviv.

Deveria, mas o nosso primeiro ministro está criando problemas com o pagamento que deve ser efetuado até 14/8/2018 à Rede Difusora Europeia, a organizadora do Festival, no valor de 12 milhões de Euros.

Se o problema não for solucionado, o festival será transferido para outro país. É lamentável, pois é um evento que atrai milhares de turistas, além da projeção internacional pelos meios de difusão, tanto pelas emissoras de televisão como de rádio. São alguns milhões de espectadores, uma boa forma de divulgação para Israel.

ELEIÇÕES À VISTA?
A Lei de Recrutamento Obrigatório voltou à cena, depois de ser discutida no Supremo Tribunal, que recusou o pedido do governo de prorrogar por mais 7 meses a redação de uma nova Lei.

A Corte Suprema concedeu 3 meses para que a nova Lei seja discutida e votada na Knesset, o que causa uma crise na coalizão, pois os partidos charedim não aceitam nenhuma Lei que torne obrigatória a convocação dos estudantes da Torá – bachurei Yeshivot -.

Sem os votos dos partidos charedim para aprovação de uma lei que exija a convocação apenas daqueles que só estudam e não trabalham para manter suas famílias, a coalizão cai e as eleições parlamentares serão antecipadas, o que não é do agrado da maioria dos partidos que compõem a coligação governamental. Este é um desafio para o poder político de Netanyahu. Que caia.

O ESCÂNDALO DE PLANTÃO
Sheri Harrison, a mulher mais rica de Israel, que herdou o Banco Hapoalim e algumas grandes empresas, está sendo acusada de suborno. Não ela, pessoalmente, mas por ser conivente, ou seja, saber que a sua firma construtora Shikun Ubinui, subornou autoridades importantes em países africanos  para receber grandes projetos de construção.

Foi interrogada durante 9 horas e, segundo informações não oficiais, alegou que suborno é uma forma legal de negociar com os governos do continente africano. É uma doença mundial com certeza .

Por hoje é só

SHALOM ME ISRAEL

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